quinta-feira, 11 de outubro de 2007

«A Minha Força de Viver!», um livro da nossa Susana Pereira

Livro extraordinário este, o da Susana. Li-o num dia só, tal a força da escrita da Susana igual à da sua força de viver. Uma história forte de uma doença que foi vencida e que deve ser debatida por nós todos.
Entretanto, a Susana já foi convidada por uma turma (8ºF) da escola a contar a sua experiência e o seu livro pode ser encomendado aqui, endereçando o pedido para o nosso mail. Mas, principalmente, leiam o livro. Vale bem a pena, acreditem.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

A Implantação do Marxismo-Leninismo na Rússia de 1917, por Ricardo Mouta e Tiago Alves


Foto da Revolução Russa de 1917
Introdução:
A Revolução Russa foi uma série de acontecimentos ocorridos na Rússia imperial, que culminaram com a proclamação em 1917 de um Estado soviético, denominado União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).A expressão Revolução Russa é relativa às duas revoluções vitoriosas de 1917: a primeira, denominada Revolução de Fevereiro (Março, pelo calendário juliano, então usado na Rússia), levou à queda da autocrática monarquia imperial. A segunda, denominada Revolução Bolchevique ou Revolução de Outubro, foi organizada pelo partido bolchevique contra o governo provisório instalado na primeira fase.
A Revolução Russa de 1917 teve origem num conjunto de factores de ordem Politica, social e económica que é importante realçar.
Dos factores Políticos sublinhamos o seguinte:
- O império Russo era chefiado pelo Czar Nicolau II, em regime absolutista, ou de autocracia: o imperador detinha o poder absoluto, embora procura-se agradar apenas à Nobreza e ao Clero
- Em 1905, o descontentamento do povo manifestou-se de várias formas – Foi então que surgiram as primeiras assembleias de operários (Sovietes). Porém, as suas reivindicações foram reprimidas com violência.
- O descontentamento face ao regime político agravou-se com a participação da Rússia, a partir de 1914, na primeira grande guerra: Dos 13 milhões de soldados mobilizados, os mortos e desaparecidos rondavam os 13%.
- Vários Partidos políticos propunham a liberalização do regime; Coube à facção mais radical do partido social-democrata – os bolcheviques – a preparação da revolução de Outubro de 1917.
Dos factores sociais registamos:
A sociedade russa, nas vésperas da revolução, ainda era uma sociedade característica do período do antigo regime. Era composta, na sua maioria (cerca de 85%) por camponeses que cultivavam as terras – que não lhes pertenciam – para auto-consumo.
A Rússia manteve-se na cauda do arranque industrial. Consequentemente, a Burguesia era um grupo ainda em formação e sem quaisquer direitos políticos. O operariado era um grupo minoritário. Uma sociedade tão desigual não poderia deixar de provocar anseios revolucionários por parte da burguesia e do povo dos campos e das cidades
Factores Económicos:
A estrutura arcaica da economia russa, assente numa agricultura de subsistência e industrialização incipiente, aliada à injustiça distribuição de riqueza, criou o cenário propicio à tensão social.
Por seu lado, a participação na guerra veio alastrar os problemas económicos, provocando a carência dos bens mais elementares de consumo.
Lenine, líder dos bolcheviques
As duas faces da revolução (Fevereiro e Outubro de 1917)
A revolução de Fevereiro de 1917 consistiu num movimento armado contra o czarismo. O Assalto ao Palácio de Inverno foi protagonizado por camponeses, operários, soldados associados em sovietes. Kerenski, líder político que substituiu no poder o czar Nicolau II chefiou a Rússia sob forma de uma Republica Liberal. O governo de Kerenski, foi o responsável pela instauração do parlamento, a Duma. Nesse período, após o derrube do Czar (Fevereiro), a Rússia continuava envolvida na guerra e os problemas mantinham-se. A nível político, a autocracia dera lugar a um poder dual (partilhado por duas entidades: os governos liberais, por um lado, e os sovietes pelo outro).
Em consequência, em Outubro de 1917 os bolcheviques, com apoio dos sovietes, conduziram uma nova revolução, a chamada Revolução Bolchevique ou Revolução Soviética. Pela segunda vez, o Palácio de Inverno foi assaltado.
O governo provisório é substituído no poder pelo Conselho dos Comissários do Povo, presidido por Lenine.
A Revolução de Outubro teve repercussões mais marcantes para a história da Rússia do que a Revolução de Fevereiro, quer em termos político-sociais (foi responsável, nomeadamente, pela retirada da guerra, através do tratado de Brest-Litovsk), quer a nível ideológico, concretizando a primeira aplicação da prática da teoria de Marx, instaurando o marxismo-leninismo.
A queda do governo provisório (sem quaisquer oposição) foi também um dos efeitos a essa revolução.
A democracia dos sovietes colocou o poder politico nas mãos do conselho dos comissários do povo (exclusivamente bolchevique), entregou as terras aos camponeses e passou a haver também um controlo operário.
Mas tudo isto levantou alguns problemas, tais como: A resistência de proprietários e empresários às expropriações, a grande desorganização da economia, a perda das eleições por parte dos bolcheviques para a assembleia constituinte e a guerra civil (1918-1920) que opôs os mencheviques (exercito branco) contra os bolcheviques (exercito Vermelho). Tudo isto acaba em 1921 com a vitória dos bolcheviques, a acção politica de Lenine e com o aparecimento do comunismo de guerra.
Trotsky, Chefe do exército Vermelho
O comunismo de guerra (1918-1921) foi a concretização da ditadura do proletariado, substituindo a democracia dos sovietes. Em suma, o estado passou a controlar totalmente os meios de produção (Nacionalização da economia) como as terras, fábricas, comercio interno e externo etc. o trabalho passou a obrigatório, a assembleia constituinte foi dissolvida, o terror por parte da policia politica (campos de concentração), a proibição dos partidos políticos à excepção do comunista, como por exemplo o Partido bolchevique, entre outras medidas que sacrificaram a população já desgastada pelo esforço de guerra.
Isto tudo, não trouxe nada de positivo à população russa, muito pelo contrário. Apesar da requisição de géneros agrícolas aos camponeses, da fixação de preços obrigatórios e do trabalho obrigatório para os operários, a fome continuava.
Em 1921, a criação da NEP (Nova politica económica), constituiu uma viragem na economia, no sentido da liberdade de comércio como meio de superar a terrível crise económica herdada na guerra civil de 1918 – 1920 e das más colheitas de 1920. Os motivos da criação da NEP deveram-se à ruína da economia (fracasso do comunismo de guerra), provocada pelas devidas produções agrícolas e industriais, pela resistência às nacionalizações e à ditadura do Partido Comunista. A isto juntam-se as revoltas, a fome e a carestia, pela qual passava a população russa.
As medidas para a implantação desta nova politica económica passaram pela interrupção da colectivização agrária; a liberdade do comércio interno; das nacionalizações de empresas; o investimento financeiro e a maior liberdade de produção e venda.
Por ultimo as suas consequências, positiva, por sinal, pois levaram a um desenvolvimento da economia na Rússia, foram: - Liberdade económica, que fez desenvolver uma nova burguesia de ricos comerciantes e industriais; - permitiu que os camponeses vendessem directamente os seus produtos no mercado interno; - desenvolveu pequenas empresas ao controlo privado, aceitou a ajuda do estrangeiro em investimentos como maquinaria, matérias-primas, técnicos e eliminou o trabalho obrigatório, que tinha sido “imposto” a quando a concretização do comunismo de guerra.
A NEP, aplicada entre 1921 e 1927, foi um “balão de oxigénio” para a economia, pois resultou numa melhoria significativa dos níveis de produção agrícola e industrial.
Em 1922 foi criada a União das Republicas Socialistas Soviéticas (URSS). Esta tomou o nome de centralismo democrático, sistema que assentava nos em certos princípios. Nesta altura, e com a criação da URSS, o poder partia das bases da sociedade – Sovietes. Estes eram eleitos pela população através de sufrágio universal, que a partir daí, elegiam-se sucessivamente.
A organização do partido comunista, criado em 1918 a partir do partido bolchevique, e que seguia as mesmas bases, a mesma estrutura. Por seu lado, estas bases, teriam de obedecer aos órgãos de topo do estado. Ao contrário de outras democracias no ocidente da Europa, não existia a separação dos poderes (legislativo, executivo e judicial). O Estado era controlado pelo partido comunista, pois apenas este, era permitido. Considerava-se que era o único partido que podia representar o proletariado.
Conclusão: A Revolução Russa foi um dos acontecimentos históricos mais importantes ocorridos durante a Primeira Guerra Mundial. A sua importância decorre do facto de ter provocado a ruptura da ordem socioeconómica capitalista, que se espalhava pelo mundo sob a hegemonia das grandes potências europeias e dos Estados Unidos.
Durante o século XIX, as ideias socialistas elaboradas principalmente na Europa centro-ocidental difundiram-se cada vez mais pelas diversas partes do mundo.
As causas da Revolução Russa de 1917 foram as diversas derrotas na Primeira Guerra Mundial e noutras guerras, o governo absolutista e corrupto, crise económica e administrativa do país, desigualdade social, fome, altos impostos, entre outros fatores.
Este trabalho deu-nos a possibilidade de conhecer de uma forma aprofundada, aqueles que foram dos acontecimentos da história mundial. Acontecimentos que mudaram o mundo.
O seu estudo é sem dúvida enriquecedor e estimula o interesse pelas histórias e culturas dos séculos passados.
Ricardo Mouta Nº9
Tiago Alves Nº14

sábado, 6 de outubro de 2007

O Século XX após o Tratado de Versalhes, por Susana Pereira


Introdução:
Após o Tratado de Versalhes, houve um desmembramento do império Austro-Húngaro e alteração de fronteiras, isto é, ocorreu a separação da Hungria e da Áustria, o aumento do território Romeno e a independência da Checoslováquia.
No império Russo, ocorreu a independência da Finlândia, Letónia e Estónia. Também surgiu, o reaparecimento da Polónia, mas, desta vez com a Alemanha e a Áustria.
Por fim, o Império Otomano, na Europa ficou apenas com Constantinopla, que nos dias de hoje, é conhecido como Istambul, tendo as suas fronteiras sido alteradas.
O que foi o Tratado de Versalhes?
Assinado em 1919, o Tratado de Versalhes foi um acordo de Paz autenticados pelos países europeus, após o final da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
Neste tratado, a Alemanha assumiu a responsabilidade pelo conflito mundial, comprometendo-se a cumprir uma série de exigências políticas, económicas e militares.
Estas exigências foram impostas à Alemanha pelas nações vencedoras da Primeira Guerra, principalmente, Inglaterra e França.
Em 1920, a liga das Nações (Futura ONU) ratificou o Tratado de Versalhes.
Com o Tratado de Versalhes, alguns regimes autoritários (absolutistas) foram substituídos por democracias Parlamentares, tais como o:
- Império Austro-Húngaro;
- Império Russo;
- Império Otomano; e
- Império Alemão, (este só a nível político).
As mudanças fizeram-se sentir a nível: Politico, Económico e Social.
Politicamente, eram autocracias, baseadas em monarquias de tipo absolutista e Estados multiétnicos.
Economicamente, as agriculturas eram atrasadas, havia uma fraca industrialização devido aos salários, que eram fracos, e a dependência do capital estrangeiro, isto é, com a crise ficamos a depender monetariamente de outras países.

Socialmente, houve grandes desníveis sociais, o domínio das elites aristocráticas e a péssima situação dos camponeses e operários.
Já depois da Primeira Guerra Mundial, foi criada a Sociedade das Nações (SDN), que teve como objectivos:
- Manter a Paz Mundial e a segurança dos Estados;
- Fomentar a cooperação financeira e económica entre os Estados; e
- A cooperação Socio-Económica.
Mas, após estes objectivos, surgiram algumas consequências, tais como:
- Os países vencedores não verificaram na sua totalidade os textos do tratado;
- Os EUA nunca chegaram a aderir à SDN; e
- As potências vencidas, que principalmente, na Alemanha foram humilhadas inutilmente.
As fortes imposições do tratado de Versalhes à Alemanha, fez nascer, neste país, um sentimento de revolta entre a população.
A indemnização absurda enterrou de vez a economia alemã, já abalada pela guerra.
A Alemanha foi obrigada a:
- Entregar todo seu equipamento bélico;
- A retirar suas tropas da região do Reno (próximo da França);
- A reduzir o efectivo militar;
E foi proibida de se unir à Áustria e perdeu todos os seus territórios na África e Ásia. Na Europa, o país foi obrigado a devolver as regiões da Alsácia e Lorena à França e as regiões de Dantzig (de população predominantemente alemã) à Polónia.
O governo alemão foi obrigado a pagar uma pesada indemnização não somente aos países que haviam sido invadidos, mas também aos EUA, Inglaterra e algumas de suas colónias, fortalecendo o imperialismo britânico.
A Itália pode ser considerada como uma grande derrotada na 1ª Guerra. Apesar de ter lutado a favor dos Aliados, de ter contribuído com recursos materiais e de ter parte do seu território ocupado e destruído durante a guerra, não conseguiu ver atendidas as suas reivindicações territoriais e recebeu uma parcela irrisória das indemnizações pagas pela Alemanha.
Situação da Alemanha:
Ao final da 1ª Guerra, a monarquia foi eliminada, considerada como culpada pelo fracasso da política bélica alemã, e desta forma, o exército procurou sair da guerra como uma instituição vitoriosa: cumprira sua missão, o território alemão não havia sido invadido. O sentimento difundido pela cúpula militar pretendia atingir não apenas a grande massa de soldados, mas a sociedade em geral, e o exército continuará a ter um papel importante na vida política e social do país.

Conclusão:
As décadas de 1920 e 1930 foram marcadas pela forte crise moral e económica na Alemanha, (como por exemplo: Inflação, Desemprego, Desvalorização do Marco), terreno, esse, fértil para o surgimento e crescimento do nazismo que levaria a Alemanha para um outro conflito armado – A Segunda Guerra Mundial).
Termino este trabalho, dizendo que foi interessante construí-lo, pois fez-me entender melhor este tema. E interiorizando assim melhor o assunto, e todos os critérios que o englobam.
Bibliografia:
Para efectuar este trabalho, pesquisei na Internet, no seguinte site:
- http://t2w.com.br/versalhes.htm
E, também, no caderno diário.

A Geografia Política após a I Guerra Mundial, por Fátima Azevedo

Introdução:
A Europa do pós-1.ª Guerra Mundial apresentava um quadro geopolítico substancialmente diferente do anterior ao tratado de Versalhes.
Em Portugal, no pós-1.ª Guerra Mundial, a 1.ª República conheceu um período de dificuldades económicas e de instabilidade política e social.
Antes da 1-ªGuerra Mundial
A Europa em 1914 – Três grandes potências dominava: o Império Alemão, o Império, Austro-húngaro e o Império Russo.
Na Península Balcânica, os Aliados, através de uma forte ofensiva, levaram a Turquia, Bulgária e o Império Austro-Húngaro a desistirem, pedindo a paz. Na Alemanha, a agitação social tornou-se cada vez mais forte, devido ás derrotas militares e á crise económica que se vivia.
Terminava uma guerra que durara quatro longos anos e que trouxe graves consequências.
Com o fim da 1.ªGuerra Mundial iniciou-se uma nova ordem internacional, tornando-se imperativo restabelecer a paz, sendo que os países vencidos não foram convidados para discutir os termos em que essa paz se deveria estabelecer.
A vitória das democracias na 1.ª Guerra Mundial ficou bem perceptível no Tratado de Versalhes, saído da Conferência da Paz realizada em Paris, em Julho de 1919.
Depois da 1.ª Guerra Mundial
A Europa política após a 1.ª Guerra Mundial – Dos Tratados de Paz nasceu um “mosaico” de novos estados na Europa Central e oriental.
Com a vitória dos Aliados, as monarquias autoritárias caíram. O sistema democrático e parlamentar foi adoptado pela maior parte dos países da Europa Central, adoptando-se o sufrágio universal. Em alguns países, os partidos comunista e socialista puderam participar nas eleições.
Os grandes Impérios desagregaram-se ou extinguiram-se como o Austro-húngaro e o Otomano. Os povos eslavos, dependentes do Império Austro-húngaro, associaram-se aos sérvios, montenegrinos, bósnios e herzegovinos, compondo a Jugoslávia. Surgiram novos países como a Polónia, Checoslováquia, a Estónia, a Letónia, a Lituânia e a Finlândia.
Por sua vez, a Alemanha, a grande vencida desta guerra, perdeu todas as suas colónias em benefício da Inglaterra, França, Japão e África do Sul.
Na Rússia, e enquanto se desenrolava a guerra, em 1917 deu-se uma revolução que levou à queda do czar, à nacionalização dos bens de produção e à instauração de um regime comunista.
Conclusão:
Neste trabalho como podem observar falei sobre a Geografia Política após a 1.ª Guerra Mundial. Nos mapas que coloquei, podem notar as diferenças antes da guerra e depois da guerra.
O tema deste trabalho abarcou um tema atraente, o que me deu bastante interesse de fazê-lo.
Bibliografia
Para fazer este trabalho utilizei os manuais de História do 9ºano da Porto Editora – Natércia Crisanto, Isabel Simões e de j. Amado Mendes e também o manual de História do 12ºano da Porto Editora – Pedro Almiro Neves, Ana Lídia pinto de Maria Manuela Carvalho.

Os movimentos feministas nos séculos XIX e XX, por Diana Freitas e Joana Santos


Votes for Women, de Joyce Marlow, ed. Virago Press

Feminismo: Corrente social e política que preconiza a luta das mulheres pela igualdade de direitos em relação aos homens:
· Jurídica (perante a lei);
· Intelectual (instrução);
· Económica (profissão, trabalho, salário…);
· Política (direito de voto e de ser eleita…);
· Social (relação com os homens, estatuto familiar e social).
Até ao século XIX (época pré-indústrial), o estatuto social da mulher podia ser resumido da seguinte maneira:
· Era vista como um ser que necessitava da protecção e tutela do homem;
Nos princípios do século XIX (com a industrialização), a mulher passou a ser vista como objecto de trabalho, ou seja, sendo explorada, principalmente nas fábricas têxteis e de carvão. Este abuso verificava-se pelo número excessivo de horas de trabalho (16 horas), assim como na remuneração (salário), que correspondia, injustamente, a metade da dos homens.
Face a esta situação, a Mulher iniciou a luta pela sua emancipação que, por sua vez se fez sentir através dos movimentos sufragistas (princípios do século XX) que visavam na luta pela liberdade, igualdade de direitos e o sufrágio universal. Emmeline Pankhurst e Emily Davison foram duas das sufragistas célebres inglesas.
Devido ao forte impacto destes movimentos sufragistas, já no século XX se verificava a presença da Mulher na sociedade, como por exemplo:
· Em 1918, as mulheres inglesas com mais de 30 anos obtinham o direito de voto;
· Em 1928, todas as mulheres inglesas com 21 anos já poderiam votar;
· Presença da mulher em quase todos os sectores de actividade económica e social, em consequência da primeira Guerra Mundial;
· Acesso a divertimentos e desportos (Maria Belmonte);
· Liberalização do traje e da moda (saias travadas e pelo tornozelo, uso da saia-calça, inovação do soutien);
· Preferência pelo corte de cabelo curto;
· Controlo da natalidade (novo conceito de família: pai, mãe, filhos).
Enquanto que, no princípio do século XX o casamento era visto como a fundação de um lar, lançar as bases de uma realidade social bem definida e clara perante a sociedade, já a partir de 1930, o casamento-contrato deu lugar ao casamento por amor. Esta mudança radical contribuiu, claramente para a laicização das sociedades ocidentais.
Concluindo:
Sabendo o objectivo principal dos movimentos feministas, verifica-se que apesar de todas as conquistas para obter a igualdade de direitos e liberdade perante o homem ainda hoje podemos ver a luta constante em várias civilizações, como por exemplo: nos países orientais os homens “compram” ou “trocam” as suas esposas por camelos como se apenas fossem mercadorias; em Marrocos, as mulheres não têm qualquer actividade na sociedade (para viajarem só com a autorização do marido, sair à rua só com a burca e preferencialmente acompanhadas).
Apesar das diferenças culturais, económicas, politicas e sociais, a luta feminista é constante.
Trabalho realizado por:
Diana nº5
Joana nº6
12ºB

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

A Implantação do Comunismo na Rússia, Andreia Santos e Andreia Teixeira

Lenine em plena revolução russa de 1917
Introdução
As (duas) Revoluções Russas foram formidáveis movimentos de massas e ideias que deram novo perfil a História da Humanidade: transformaram a vida de milhões e empolgaram ou aterrorizaram outros tantos. A bibliografia sobre ambas é vastíssima e continuam a provocar polémica. Naturalmente que isto se deveu a uma maior integração económica e comercial do mundo, assim como pelo desenvolvimento das comunicações. Os sociais-democratas defendiam as seguintes posições:
A prática do terrorismo era absolutamente inofensiva pois não abalava a estrutura do regime: "de que adianta abater o czar se o czravitch está logo ali para substituir o seu pai? ". Era necessário desenvolver um longo e amplo trabalho de "preparação" das massas, através da propaganda e da agitação. Levá-las à consciência da certeza da derrubada do czarismo como um todo e não em acções isoladas.
Favorecer a implantação do capitalismo na Rússia. Quanto mais empresas e indústrias lá se instalassem mais cresceria o proletariado urbano e favoreceria o surgimento da única classe verdadeiramente revolucionária. Ironicamente, esta posição dos marxistas, serviu para que fossem vistos como menos perigosos pela Okrana, a polícia secreta do Czar, que passou dedicar maior atenção àqueles que, no momento, lhes pareciam mais ameaçadores, os terroristas populistas.
Os mencheviques, influenciados pelo pensamento convencional do marxismo europeu, afixavam:
Ÿ A formação de um partido o mais amplo possível, considerando todo colaborador - directo ou indirecto como um membro do partido;
Ÿ Não acreditavam na possibilidade da Rússia transitar rumo ao Socialismo sem antes percorrer o desenvolvimento do Capitalismo;
Ÿ Como consequência, deveriam aliar-se à burguesia para depor o czarismo.
Os bolcheviques liderados por Lenine, tinham outra proposta:
Ÿ O partido deveria ser formado por revolucionários profissionais, só sendo membro quem militasse activamente nas suas fileiras, isso devia-se à permanente infiltração de "agentes provocadores da polícia secreta do czar e pelas condições gerais da repressão na Rússia, que não permitiam a existência de um partido "aberto";
Da Revolução de Fevereiro à Revolução de Outubro:
«A insurreição começou, de facto, em pleno dia e do modo mais natural. O Governo Provisória tratava de enviar a guarnição de Petrogrado para a frente de batalha (com a Alemanha, durante a primeira Grande guerra). A guarnição de Petrogrado era composta de 60 000 homens que tinham desempenhado um papel de primeiro plano na Revolução. Foram estes homens que mudaram o curso dos acontecimentos durante as grandes jornadas de Março, os que tinham criado o Soviete de Deputados de Soldados e repelido Kornilov às portas de Petrogrado. Grande número destes homens tinham se transformado em bolcheviques. (…)
Era evidente que qualquer tentativa de insurreição dependia da atitude da guarnição de Petrogrado. Por esse motivo o Governo Provisório queria substituir os regimentos da capital por tropas de confiança: os cossacos e batalhões da morte. Os comités do exército, os socialistas moderados e o Tsik partilhavam da mesma opinião. Assim, pois, organizou-se na frente e em Petrogrado uma vasta campanha que tinha como base o facto de haver oito meses que a guarnição de Petrogrado levava boa vida nos quartéis da capital, enquanto na frente os camaradas, esgotados, morriam de fome nas trincheiras (…).
A 25 de Outubro, à porta fechada, o comité central do Soviete de Petrogrado examinou a criação de um comité militar especial que decidiria sobre a atitude que devia ser adoptada. (…) A 29 de Outubro, no curso de uma sessão pública do Soviete de Petrogrado, Trotski propôs o reconhecimento oficial, pelo Soviete, do Comité Militar Revolucionário. (…)
A 30 de Outubro, numa assembleia de representantes de todos os regimentos de Petrogrado, foi adoptada a seguinte resolução: “A guarnição de Petrogrado não reconhece o Governo Provisório. O Soviete de Petrogrado é que é o nosso Governo. Só obedeceremos ás ordens que emanem do Soviete de Petrogrado por intermédio do seu Comité Militar é Militar Revolucionário.”
John Reed, Dez dias que Abalaram o Mundo, Europa-América, 1976
As três etapas da Revolução de 1917
De Fevereiro a Julho: O governo encontrou-se dividido entre o Governo Provisório liderado pela burguesia, classe-média e sectores da nobreza liberal e os Sovietes (de operários soldados e marinheiros) sem cuja aceitação pouco podia ser feita.
De Julho a Setembro: a insistência do Governo Provisório em manter o país na guerra contra a Alemanha, levou a exacerbação dos sectores populares e, tanto os bolcheviques (em Julho) como os contra-revolucionários (em Setembro), tentam derrubar o governo de Kerenski (um social-revolucionário) que representava a aliança entre os liberais, os mencheviques e os social-revolucionários. A tentativa direitista do Gen. Kornilov fracassa. Os bolcheviques que haviam sido perseguidos e presos (inclusive obrigando Lenine a refugiar-se temporariamente na Finlândia), voltam a gozar de popularidade.
De Setembro a Outubro: a ofensiva militar contra os alemães, organizada por Kerenski (pressionado pelos aliados franco-britânicos) é derrotada. Milhares de soldados abandonam o fronte, desertando em massa, terminando por engrossar as fileiras dos bolcheviques que prometiam paz imediata e distribuição das terras para os camponeses. O Governo Provisório não tinha mais condições de subsistir. No dia 25 de Outubro, os bolcheviques apoiados pelos principais regimentos de Petrogrado, pelos marinheiros da esquadra do Báltico e da Fortaleza de Kronstadt, e pelos Guardas Vermelhos (operários armados) tomam de assalto o Palácio de Inverno – sede do Governo Provisório. O mesmo acontece na maior parte do país, havendo apenas resistência maior em Moscovo. O golpe de Estado desfechado pelos bolcheviques foi incruento – poucas foram as vítimas em Outubro e Novembro. O país ainda teria que enfrentar uma ameaça ainda maior que a própria guerra – a guerra civil (1918-21) que atingiria todas as aldeias e rincões do país, levando-o à completa exaustão e a mais de um milhão de mortos.
A NEP e a reconstrução nacional
Em 1921, foi criada a NEP (a Nova Política Económica) que restabelecia as práticas capitalistas vigentes antes da Revolução. Os camponeses passariam a vender uma pequena parte da produção para o Estado a preço fixo, o restante podia ser vendido no mercado. Também permitiu o desenvolvimento de empreendimentos capitalistas na pequena indústria e no comércio. O estímulo pelo ganho pessoal foi reintroduzido e o igualitarismo teve que ceder passo à hierarquia e aos privilégios materiais. O país passou a ter uma constituição produtiva retrógrada, medidas socialistas (estatização das empresas, minas, transportes e bancos), conviviam com medidas capitalistas (o médio produtor rural, o capitalismo urbano) e com a economia tradicional (economia de subsistência empregada pelos camponeses pobres). Permitindo no entanto a sobrevivência do regime dando-lhe folga necessária para a reordenação de forças. O próprio Lenine teve dificuldade em definir o estado de coisas, que ironicamente classificava: como "uma mistura de czarismo com práticas capitalistas besuntadas por um verniz soviético". Os resultados práticos não demoraram a surtir efeito. Lentamente a produção agrícola foi sendo restabelecida; o sistema viário voltou a funcionar com maior regularidade e as pequenas indústrias começaram a lançar os seus produtos no mercado.
Conclusão
Estas condições favoreceram uma profunda acção de reconstrução económica interna, concebida e planeada por Lenine (a NEP), a qual, através de um recuo estratégico ao restabelecimento da pequena livre iniciativa e da pequena propriedade privada, e admitindo o apoio de financiamentos estrangeiros, conseguiu que, até 1927,a URSS atingisse níveis de produção idênticos aos de 1913.
Bibliografia
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/rev_russa8.htm
Cadernos de História A7, de Pedro Almiro Neves, Ana Lídia Pinto e Maria Manuela Carvalho – Porto Editora.
Ÿ Cadernos de História A7, de Pedro Almiro Neves, Ana Lídia Pinto e Maria Manuela Carvalho – Porto Editora.

A era da Prosperidade nos EUA, Rute Teixeira e Marta Sousa

O Fordismo - o modelo Ford T, nos EUA, anos 20.

Com o final da guerra (1914 – 1918), a economia mundial entrou num período de grande instabilidade. Debilitados pela guerra, a maioria dos países da Europa deparou-se com uma difícil reconstrução e reconversão económica, o que gerou graves crises inflacionistas.
Foi uma recuperação económica difícil para a Europa, o que gerou uma maior dependência em relação aos Estados Unidos da América por parte da mesma.
A partir de 1923 verificou-se um crescimento e um desenvolvimento económico nos EUA, o que deu origem à “ era da prosperidade” tornando-se estes os grandes fornecedores e credores da Europa.

Durante o período em que os historiadores denominaram de “ era da prosperidade” verificou-se um forte crescimento na produção industrial dos EUA (64%), assim como um alargamento quer do mercado interno quer do mercado externo (expansão do crédito e da Bolsa, a concentração industrial em trusts e holdings, assim como as redes de drugstores, que representavam igualmente uma forte concentração comercial).
Assiste-se também a um crescimento económico rápido, possibilitado pelos novos métodos de produção e de organização do trabalho – o taylorismo (racionalização do trabalho assente no principio do trabalho em cadeia, em que cada operário desempenhava apenas uma tarefa) e o fordismo (baseado no taylorismo, é um sistema de produção em série ou em massa, através de uma uniformização de modelos (estandardização)).
Os industriais, tomando o exemplo de Henry Ford (fordismo), puseram em prática uma política de altos salários, garantindo assim o poder de compra que era necessário ao escoamento da produção estimulado pelos novos sistemas de vendas a crédito e da publicidade.
Esta expansão criou o mito de uma prosperidade permanente, na opinião americana. Na verdade, esta “era“ contribuiu para a criação do “ estilo de vida americano “ (the american way of life).
Apesar de conter os seus pontos fracos, a “era da prosperidade” mostrou ao mundo o que iria simbolizar o modelo da ” civilização contemporânea “.

As Mutações nos Comportamentos e na Cultura, no séc. XIX, por Susana Azevedo

Mapa de Paris (séc. XIX)
Introdução
Com este rabalho para a disciplina de História, cuja temática é “ As mutações nos comportamentos e na cultura”, concretamente “ As transformações da vida urbana”; pretendo obter maior conhecimento acerca das transformações ocorridas na cidade e deu-me a possibilidade de crescer ao nível da escrita e de passar a ter uma perspectiva diferente sobre a disciplina de História.
As mutações nos comportamentos e na cultura
As transformações da vida urbana:
Os núcleos urbanos cresceram e como consequência:
- A cidade passou a situar-se no primeiro lugar da vida social;
- O desenvolvimento das cidades destacou-se, ainda no século XIX como um dos fenómenos mais importantes da História;
- A industrialização veio alterar profundamente a dimensão e o carácter das cidades.
Características semelhantes da cidade:
- Casario denso e muitas vezes uniforme ao longo de avenidas e ruas ao redor de largos e praças;
- Ritmo agitado;
- Tráfego caótico;
- Poluição;
As metrópoles, grandes cidades:
- Cresceram desmesuradamente;
- Englobaram centros urbanos vizinhos;
- Formação de superfícies edificadas.
Transformaram-se em “megalópes”
Une-se a área urbanizada entre a cidade ao longo de centenas de quilómetros.
Exemplos: Washington e Boston
Mudanças da própria estrutura urbana nas metrópoles e megalópoles:
- O coração da cidade deixou de ser a praça ou a catedral, um lugar onde as pessoas se encontravam;
- Os grandes arranha-céus, os grandes edifícios públicos, os grandes centros comerciais, as sedes das grandes empresas e dos bancos passaram a constituir pólos agregadores de “novos centros”.
As cidades tiveram que recorrer aos serviços públicos:
- O crescimento rápido e contínuo das cidades veio romper um equilíbrio milenar entre a cidade e o campo e, dentro da cidade, entre os seus moradores, perturbando, ainda, as relações naturais que existiam entre o lar e os locais de trabalho.
Conclusão
Confesso que o desafio não foi fácil, mas concluo que foi enriquecedor sobre o ponto de vista histórico e pessoal. Senti alguma autonomia para abordar o assunto e por isso gostei deste pequeno desafio proposto pelo professor desta mesma disciplina.

Nome: Susana Azevedo
Turma: B
Ano: 12º

domingo, 30 de setembro de 2007

Um mundo em mudança (1917 a 1925)


A Internet permite-nos sintetizar os conteúdos dados num pequeno texto de apresentação bastando, para isso, «clicar» na palavra seleccionada e aceder a um sem número de assuntos que necessitamos para uma mais fácil compreensão da matéria. Disse bem: mais fácil e não melhor. Infelizmente para nós, há ainda sites que não são muito fiéis cabendo aos alunos e professores saberem separar o trigo do joio e indicar os mais fiáveis.

Assim, dos conteúdos já leccionados no 12ºB conclui-se que, desde a I Guerra Mundial, quer a geografia política, quer a estrutura social e económica dos estados, mudaram significativamente. Assim, o Tratado de Versalhes assinado em 1919 entre as potências vencedoras da I Guerra e os países vencidos foi o início de uma mudança que nem sempre se adivinhou radiosa para o futuro do mundo. A própria Sociedade das Nações não enveredou pelo melhor caminho e todas as coisas que começam mal...mal acabam! Nos Estados Unidos da América dá-se início ao «american way of life», um período de euforia que marca os lucros enormes das multinacionais e o recurso fácil ao crédito e ao consumo. Mas a euforia esconde sinais inquietantes e os primeiros sintomas que a economia não vai bem aparecem logo em 1920-21. Entretanto a oriente, e ainda durante a I Guerra, dá-se o sobressalto: a Revolução Russa de 1917 que se pensava ser uma simples mudança de regime autocrático do Czar Nicolau II para uma democracia parlamentar, afinal era um pouco mais profunda que isso - era a primeira revolução comunista da História que há-de marcar todo o século XX e modificar o frágil equilíbrio do mundo.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Até quinta-feira, dia 4, os primeiros trabalhos

É já na quinta-feira, dia 4, que receberemos os primeiros trabalhos dos alunos do 12ºB. Não serão trabalhos exaustivos, mas apontamentos (no sentido de anotações) de conteúdos necessários ao posterior aprofundamento. No entanto, não se deve esquecer que qualquer trabalho terá sempre de ter uma introdução, um tema a desenvolver e uma conclusão; a dimensão é que não será problema. Isto é a net que nos obriga a uma outra linguagem e a um suporte de imagem diversificada. Obriga também a um maior rigor na avaliação dos alunos e a uma transparência de processos ao alcance de todos. Acabaram-se os trabalhos na «gaveta», portanto. Este blog permite a publicação a a consulta de temas vários de História. No aproveitar deste instrumento de comunicação é que está o ganho!

Grupos constituídos e temas escolhidos:
Fátima - A Geografia Política após a I Guerra Mundial.
Susana Pereira - O Século XX e o Tratado de Versalhes.
Diana e Joana - Os movimentos feministas do princípio do século XX
Andreia Teixeira e Andreia Santos - A Implantação do Comunismo na Rússia
Rute e Marta - A Era da Prosperidade nos EUA
Tiago e Ricardo - A Revolução Russa de 1917
Susana Azevedo - Mutações nos Comportamentos e na Cultura.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Nota de boas-vindas aos alunos do 12ºB

Les Demoiselles d'Avignon, Picasso, 1907.


Criar um blog, nos dias que correm, não é nada do outro mundo. No entanto, o uso desta tecnologia está longe, ainda, de uma prática corrente nas nossas escolas onde todos fazemos um esforço, por vezes enorme, para que as TIC sejam uma realidade. Quero, desde já, dar os parabéns aos alunos do 12ºB que, de um modo quase automático, aderiram a este projecto de criar um blog de turma.

No caso da História é particularmente significativa a escolha. Permite-nos divulgar as nossas acções e as que existam um pouco por aí, ligamo-nos mais facilmente aos media, aos museus e exposições do mundo inteiro, agiliza-nos a divulgação da informação no âmbito da disciplina e, principalmente, permite-nos a mostra permanente dos trabalhos realizados por todos nós e, em especial, a consulta deste blog por toda a comunidade educativa, com particular realce para os pais e encarregados de educação dos alunos.

Agora, resta-nos o desafio. Está nas nossas mãos tornar este meio de comunicação, útil e eficaz. Tenho a certeza que sim.