sábado, 26 de abril de 2008

Alterações na Estrutura Social e nos Comportamentos - a Terciarização da Sociedade, por Rute Teixeira

A terciarização da sociedade, nos anos 60, atingiu um enorme alcance, devido a vários factores:
O progressivo desaparecimento do campesinato – devido à divulgação da maquinaria agrícola, ao desenvolvimento da biotecnologia e da química agrícola;
A urbanização;
O desenvolvimento da economia.
O aumento de ocupações e manifestações estudantis que exigiam educação secundária e superior acompanhado pela defesa da democratização do ensino, provocou uma explosão educativa sem precedentes.

Os Anos 60 e a Gestação de Uma Nova Mentalidade

Novas Massas de Estudantes e de Professores:

* eram internacionalizadas;
* comunicavam com facilidade as novas ideias;
* tinham uma comum procura de novos referentes ideológicos;
* eram radicais;
* contestavam as contradições da sociedade industrial;
* deram expressão a um descontentamento político e social generalizado.

MAIO 68:
A contestação juvenil (com centro em França) teve como causas
os problemas sociais
a desumanidade da guerra e
a sociedade de consumo

Nos EUA:
contestava-se a Guerra Do Vietname
luta dos negros pelos direitos cívicos

O descontentamento social ecoa, igualmente, nas igrejas

Dá-se início a um importante movimento de ECUMENISMO (movimento de unificação das igrejas cristãs)

A contestação da autoridade ia a par da afirmação do individualismo e a libertação pessoal ia a par da libertação social. Reivindicava-se também um diferente relacionamento entre os sexos com mais liberdade para as raparigas, então em ascensão nas universidades.

A Opção Constitucional de 1976, por Rute Teixeira

  • A 2 De Abril de 1975 a CONSTITUIÇÃO (elaborada pela Assembleia Constituinte eleita por sufrágio universal) foi aprovada:
  • Revestiu um carácter de compromisso entre as ideias dos diferentes quadrantes políticos, uma vez que foi elaborada num período em que nenhum partido tinha a maioria absoluta.

  • Esta Constituição:
    -consagrava o desenvolvimento da economia e da sociedade no sentido socialista;
    -reconhecia o Conselho da Revolução como órgão de soberania;
    -reconhecia o poder local com autonomia e órgãos democraticamente eleitos
  • A 25 de Abril de 1976 deram-se as
Primeiras eleições legislativas (PS- partido vencedor)
(ver imagens aqui)

Nova arquitectura constitucional e politica que estabelecia em Portugal a democracia parlamentar (fim do período Revolucionário).

A Revisão Constitucional de 1982 e o Funcionamento das Instituições Democráticas:

A partir de 1976, os partidos políticos adquirem uma dimensão nacional e assumem a condução do partido político. É feita uma revisão constitucional por parte do PS,PSD e CDS.

Atenua-se a componente ideológico-pragmática inicial:
Diminuição dos poderes de iniciativa do Presidente da República; Extinção da Conselho da Revolução (cujas funções foram distribuídas pelo Governo da Assembleia da República, Tribunal Constitucional e Conselho de Estado).
Fim da participação dos órgãos militares na vida política;
Revisão do modelo de organização económica;
Aperfeiçoamento da protecção dos direitos fundamentais.
Nova arquitectura constitucional e politica que estabelecia em Portugal a democracia parlamentar (fim do período Revolucionário).

Jornal «A Capital» de 3 de Abril de 1975 (dia seguinte à aprovação da Constituição)

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Festa com Karaoke e DJ Rick a 2 de Maio. Aqui na escola

A Rute mandou-nos o cartaz da festa. Aqui está. Força, mas não se esqueçam de estudar, por favor. O exame é dia 18 de Junho e temos mais alguns testes entretanto, não é?

O reconhecimento dos movimentos nacionalistas e o processo de descolonização, por Andreia Teixeira e Andreia Santos

Amílcar Cabral (PAIGC), Samora Machel (Frelimo) e Agostinho Neto (MPLA)
O programa do MFA foi, desde o início, conhecido como o programa dos três D: Descolonizar, Democratizar e Desenvolver. A descolonização foi um dos primeiros objectivos do movimento revolucionário. Mas sendo a colonização objecto de um grande investimento ideológico, sobretudo durante todo o séc. XX, era obviamente um dos que suscitava os mais controversos sentimentos.

Nas forças armadas havia discordâncias quanto ao futuro das colónias, que deram origem às primeiras divisões na posição do Governo português. A generalidade dos aprtidos e a população manifestavam-se pelo fim da guerra e pela independência das colónias.
Acentuaram-se as pressões para que Portugal respeita-se a vontade dos povos. Nos territórios africanos, os movimentos de libertação intensificaram as acções armadas. Portugal exigia a paz para encetar as negociações sobre modalidades de transição, os movimentos queriam o reconhecimento do direito à independência para fazer a paz. Entretanto, a continuação da guerra tornava-se inviável. As tropas portuguesas estavam desgastadas e desmotivadas para fazer uma guerra que deixara de ser legítima.
Em Julho é promulgada a lei que reconhecia o direito das colónias à autodeterminação e independência, seguindo-se a declaração pública da colaboração do Comité de descolonização da ONU com Portugal. De seguida Portugal estabelece relações diplomáticas com todos os países com os quais não tinha relações por ser um país colonial.
O processo negocial para a independência para a Guiné inicia-se a 1 de Julho de 1964, com o reconhecimento do PAIGC. A nova república foi reconhecida coma a assinatura do acordo de Argel (Agosto).
Moçambique viu-se envolvido numa guerra civil que provocou o abandono do território por milhares de portugueses, a grande amioria dos quias retornaram à metrópole, no chamado “Movimento dos Retornados”. O processo politico moçambicano coma a assinatura dos acordos de paz celebrados em outubro de 1992. A paz foi confirmada com a realização de eleições livres em 1994 ganahas pelo partifo FRELIMO.
Em Angola houveram vários incidentes devido à questão do separatismo de Cabinda, às divisões entre os movimentos angolanos (MPLA, pró-soviético, UNITA, pró-americano e FNLA, pró-Zaire)que por vezes assumiram um carácter radical, com ameaças por minorias brancas. Não foi cumprido o estipulado nos acordos de Alvor:
· Não se formou o governo de transição nem o exército misto;
· Os guerrilheiros dos movimentos de libertação não desmobilizaram (reforçaram fileiras com apoio de potências estrangeiras).

O MFA tomou medidas a curto prazo:
· Reconhecimento de que a solução das guerras no Ultramar é política e não militar;
· Criação de condições para um debate franco e aberto, a nível nacional, do problema ultramarino;
· Lançamento dos fundamentos de uma política ultramarina que conduza à paz.

“O Choro de África”
O choro durante séculos
Nos seus olhos traidores pela servidão dos homens
No desejo alimentado entre ambições de lufadas românticas
Nos batuques choro de África
Nas fogueiras choro de África
Nos sorrisos choro de África
Nos sarcasmos no trabalho choro de África ( …).

O choro de séculos
Onde a verdade violentada se estiola no círculo de ferro
Da desonesta força
Sacrificadora dos corpos cadaverizados
Inimiga da vida
Fechada em estreitos servos de máquinas de contorno
Na violência
Na violência
Na violência
O choro de África é um sintoma.
Nós temos em nossas mãos outras vidas e alegrias
Desmentidas nos lamentos de suas bocas - por nós!
E amor
E os olhos secos.

Agostinho Neto, Poemas de Angola, Ed. Codecri

Conclusão
Ficou estabelecido o principio de que a paz se faz com quem faz a guerra, isto é, com os partidos que existiam até ao 25 de Abril. Vários acordos regularam as datas da independência e o processo de transição. Em todas as colónias houve alguns incidentes.

Andreia Santos Nº2
Andreia Teixeira Nº3
12ºB

domingo, 20 de abril de 2008

Pop Art

sábado, 19 de abril de 2008

Nos 40 anos do Maio 68 (e a 39 de Woodstock)



E para o ano é a vez de Woodstock:

sexta-feira, 4 de abril de 2008

O sobressalto político de 1958, por Fátima Azevedo e Susana Pereira

Recepção a Humberto Delgado, Porto, 1958

Nos anos 50, Salazar conduz uma política de equilíbrio entre as tendências direitistas e conservadoras do regime, que se opunham a qualquer mudança da ordem e dos valores tradicionais e um sector liberalizante, que pretende a reforma do regime dentro da ordem estabelecida e sem convulsões.
A oposição, enfraquecida depois da repressão dos finais dos anos 40, acredita na possibilidade de uma transição pacífica do regime. A oposição moderada começava a atrair descontentes com o regime de diferentes áreas, desde os militares, os monárquicos e católicos.
Em 1957, com as eleições legislativas, a tensão interna cresce. Quando se a próxima as eleições presidenciais de 1958, o marcelismo tinha adquirido maior força. A aproximação de Marcello Caetano ao presidente da República e a opinião corrente de que este poderia não querer Salazar na presidência do Conselho, descontenta os salazaristas, que não o querem ver reeleito, apresentando como candidato o almirante Américo Tomás.
Humberto Delgado, militar português da Força Aérea, foi escolhido pela oposição o novo candidato. Mais tarde, Humberto Delgado é demitido das funções e acaba por se exilar no Brasil, de onde conduzirá uma acção conspirativa. A eleição presidencial não será mais por sufrágio directo, mas indirecto, por um colégio eleitoral.
Em 1958 e 1962 assiste-se a uma radicalização das oposições e a crise aumenta. Pouco depois, vários católicos são processados por terem assinado uma carta contra as violências da polícia politica.
Em 1961, a agitação aumenta, marcada por greves e incidentes graves: o assalto ao navio Santa Maria, que visaria iniciar um levantamento a partir de Angola, teve um grande impacto internacional; as altas esferas militares, entre as quais o ministro da defesa preparam um golpe militar, que Salazar consegue impedir. Nas eleições legislativas, a campanha desencadeada pela oposição é seguida por manifestações que denunciam a frase eleitoral.
Em 1962, a contestação continuou.

Soldados portugueses em Goa, 1961

A questão colonial

A questão colonial colocava-se sob novas perspectivas. Na sequência dos vários incidentes que ocorriam deste os anos 50 e da formação de organizações independentistas, a situação tende a tornar-se crítica nas colónias. Em 1961, o exército português rende-se depois do ataque da União Indiana. Portugal, apesar de ter mudado a designação de colónias para Províncias Ultramarinas e a de Império para Ultramar, enfrenta novos desafios, desde que a candidatura portuguesa à ONU fora aceite, e um isolamento crescente no plano internacional. A nível nacional, há manifestações a favor da independência, mas a questão não era pacífica. A questão colonial transformava-se na guerra colonial.

Trabalho feito por:
Maria de Fátima Pinto Azevedo nº7
Susana Raquel Lima Pereira nº12
12ºB

O Fomento Económico das Colónias, por Andreia Santos e Andreia Teixeira

Luanda, Angola, e a Barragem de Cabora Bassa, Moçambique
Anos 60

Introdução
No período seguinte ao fim da guerra, o fomento económico das colónias passou também a constituir uma preocupação do Governo Central, no âmbito da alteração da política colonial. Nos inícios dos anos 50, o conceito de província ultramarina não se coadonava com as formas tipicamente coloniais de exploraçã dos territórios africanos. O entendimento das colónias como extensões naturais do território metropolitano tinha, forçosamente, de levar o Governo de Salazar a autorizar a instalação das primeiras indústrias como alternativa económica à exploração do trabalho negro nas grandes fazendas agrícolas.

O Fomento Económico nas Colónias

As colómias africanas adquiriram um papel económico importante durante a guerra. O preço dos produtos coloniais aumentou e o valor das exportações dos produtos passou para metade do preço. A legislação sobre a instalação de industrias foi alterada devido às dificuldades do tráfego marítimo que prejudicou o abastecimento das colónias em produtos manufacturados. Em 1944, foi autorizada a primeira fábrica de algodão em Angola e Moçambique. Os industriais portugueses estavam interessados em transferir capitais e técnicas para as colónias. Assim, começou a industrialização das colónias.
No fim da 2ª guerra mundial, Portugal dispõe de capital para desenvolver as colónias. São então lançadas grandes obras de infra-estruturas, de modo a reforçar a interdependência no espaço económico nacional e criar um “ espaço económico português”.
Ao abrigo do Plano Marshall destinam-se verbas para o desenvolvimento do Ultramar. Com a produção de energia eléctrica e de cimento certas industrias conhecem grande desenvolvimento (Angola e Moçambique). Crescem também os sectores agrícola e extractivo, virados para os mercados externos. Os trabalhadores recrutados para trabalhar para a África do Sul são, uma importante fonte de divisas.
Para consolidar a presença portuguesa em África há projectos de colonização e de povoamento agrícola com populações brancas da Metrópole. Os projectos de colonatos não tiveram os resultados esperados, porque as infra-estruturas ficaram dispendiosas, a produção era insatisfatória e causaram a insatisfação das populações locais, que tiveram de ser deslocadas. A emigração para África aumentou.
Depois dos anos 60 até 1974 o desenvolvimento acentuou-se (em Angola a indústria transformadora cresce apoiada no crescimento do mercado interno e nas exportações dos outros sectores industrias e agrícola para o mercado externo). As guerras coloniais estimularam o crescimento da economia e a construção de infra-estruturas.

A defesa da política de integração

Os principais grupos económicos portugueses, através de empresas próprias ou associadas ao capital estrangeiro, tinham vindo a desenvolver nas colónias, mas muito especialmente em Angola, e sobretudo a partir dos anos 60, uma vastissíma rede de interesse que se estendia a todos os principais domínios das actividades produtivas, do transporte marítimo, do comércio interno e externo, da banca e dos seguros.
O peso específico e a natureza desses inetresses na estratégia de alguns grupos, ou na de outros grupos empresarias mais pequenos fazia deles uma decidida componente da corrente defensora do integrismo político e económico com as colónias, contra as opções europeístas e de índole reformadora dentro do regime.

Fernando Rosas, “as mudanças invisíveis do pós –guerra”, O Estado Novo, Círculo de Leitores

Conclusão
Entre os anos 50 e 70 dá-se o desenvolvimento económico das colónias, com a viragem para África do Estado e dos grupos económicos apoiado pela abertura do capital estrangeiro e dinamizado com a presença das tropas depois do inicío das guerras coloniais.

Cartaz da Companhia Colonial de Navegação

Andreia Santos, nº2
Andreia Teixeira, nº3
12ºB

CUF, Barreiro, anos 60



Retirado de http://industriacuf.blogspot.com/2007_08_01_archive.html

A estagnação do mundo rural e o surto industrial em Portugal, por Joana Santos e Susana Azevedo

Cartazes de apelo à modernização da agricultura, CUF, anos 60
Em meados do século XX, a agricultura ainda ocupava em Portugal quase metade da população activa.
Antes da guerra, houvera alguns projectos de restruturação fundiária, de reordenamento agrário e de modernização das técnicas agrícolas, estes projectos eram defendidos por um grupo minoritário que encontrou opositores, sobretudo nos grandes proprietários agrícolas. (constituíam um grupo de pressão que defendia os seus interesses e a manutenção do carácter rural tradicional de Portugal).
A guerra impediu que as reformas fossem avante e reforçou o proteccionismo, autarcia e a importância do grupo industrialista, defendendo que a modernização da agricultura viria por arrastamento do desenvolvimento industrial.
Houve alguma modernização, na agricultura do Alentejo e do Ribatejo nos anos 60. A compra de maquinaria e os investimentos nas maiores explorações e obras privadas de guerra foram favorecidas pelo êxodo rural e pela política de crédito aos melhoramentos agrícolas.
Houve algum emparcelamento do minifúndio; obras de hidráulica agrícola que permitiam a intensificação da exploração e da diversificação da produção: cultura do tomate (uso industrial) e a cultura do arroz e do milho.
Esta modernização não era suficiente, e não correspondeu as necessidades de uma população crescentemente urbanizada.
Graças ao desenvolvimento industrial e urbano, havia maior procura dos produtos agrícolas “ricos”, como a carne, leite, ovos…, em detrimento dos “pobres”, como a batata, vinho, cereais... A agricultura não respondia a mudança da procura alimentar.
Conclui-se que com o fracasso das propostas reformistas, não sendo prioritária a modernização e não se orientando a produção para o consumo, assistiu-se assim à perda de importância da agricultura na sociedade e na economia.
A guerra beneficiou a burguesia industrial e comercial, que, apesar da falta de matérias-primas e de combustíveis, pode aumentar as exportações, tais como os testeis, conservas, resinosas…, aproveitar o abrandamento da concorrência e a subida generalizada dos preços.
O Governo fez da industrialização, um dos elementos centrais da sua estratégia económica, partindo-se do princípio que o desenvolvimento industrial conduziria ao desenvolvimento global

Barreiro, anos 60
da economia. Criou-se uma política de substituição de importações, de criação de novas indústrias e de reorganização das existentes, no quadro de uma política económica nacionalista e autárcica.
Houve uma deterioração da situação comercial e financeira. Entre 1947 e 1951 decorreram conversações em Lisboa e Paris que visavam alterara a posição portuguesa em relação ao Plano Marshall (Portugal beneficiava de ajudas antes recusadas).
Foram concebidas novas formas de encarar o planeamento económico:
· I Plano de Fomento (1953-1958) - traduz o esforço da autarcia e os interesses de uma burguesia tradicionalista (programa organizado de investimentos públicos dando prioridade às infra-estruturas, electricidade, transportes e comunicações). Assentava na substituição de importações, na reserva do mercado interno e no baixo preço dos factores produtivos. Dada a exiguidade do mercado interno, não teve o sucesso esperado.
· II Plano de Fomento (1959 -1964) – seguem-se as mesmas políticas, mas marca-se o fim da autarcia e o inicio de um processo de abertura tanto com o avanço para as colónias (criação de um “espaço único português”) como com a abertura externa (adesão à EFTA).
· Plano Intercalar de Fomento (1965-1967) - no contexto da guerra colonial e da aceleração da emigração, é o primeiro plano global que dá prioridade à iniciativa privada (para fazer face à concorrência externa, no quadro da GATT).
· III Plano de Fomento (1968-1973) – consolida a abertura ao exterior e reforça a iniciativa privada.

Cartaz da CUF , anos 60

Conclui-se que entre 1950 e 1970, a indústria se tornou o sector socialmente determinante em Portugal, embora não fosse suficiente para absorver a população rural que a maquinização e os baixos salários expulsavam dos campos. Assim Portugal tornou-se progressivamente urbano e com um sector terciário em crescimento.

Joana Santos Nº 6
Susana Azevedo Nº 11

O Corte de Relações entre a China e a URSS, por Marta Sousa e Rute Teixeira


Mao-Tse-Tung e Richard Nixon

Em 1949, Mao Tsé–Tung fundou a Republica Popular da China. O regime político aí implantado, embora de tipo socialista, assumia características específicas, através das quais Mao ajustava a doutrina marxista–leninista à realidade chinesa (maoísmo).
A novidade consistia em construir o socialismo num país agrário em que em vez da industria pesada, as medidas económicas visavam o desenvolvimento agrícola. E assim em 1958 foi levada a cabo uma reforma económica intitulada “ o grande salto em frente” que tinha por base o fomento da agricultura e a integração dos camponeses em comunas populares lideradas pelo partido comunista chinês.
Em vez da subserviência a Moscovo, Mao estabeleceu, ele mesmo, os fundamentos doutrinários de um socialismo nacionalista. Criticou o comunismo de Kruchtchev, acusando-o de não “ escutar as opiniões das massas”.
Em 1960 as ligações que ainda existiam entre a URSS e a China romperam-se devido a divergências ideológicas, agravando as dificuldades económicas da China.
Em 1964, o culto a Mao e ao maoísmo foi estimulado através da chamada Revolução Cultural. A propaganda ideológica tinha por base o “ livro vermelho” que reunia citações de Mao e que era venerado como detentor da verdade absoluta. A Revolução Cultural deu origem a excessos de agitação social que resultaram na humilhação, perseguição e assassínio de muitos cidadãos considerados contra – revolucionários.

O corte com a União Soviética trouxe a aproximação aos EUA, cujo o presidente – Richard Nixon – visitou a China em 1971. No mesmo ano, a China tornou-se membro da ONU.

terça-feira, 4 de março de 2008

O processo de formação da CEE, por Fátima Azevedo e Susana Pereira

Clicar na bandeira para saber mais sobre a constituição da CEE

A comunidade económica europeia de 1957 – projecto de unir esforços para superar as dificuldades económicas da Europa após a 2ª Guerra Mundial.

Ø Em 1946 o primeiro-ministro britânico Winston Chrchill, já defendia a necessidade de “refazer a família europeia”.
Ø Em 1948 foi criado um acordo que estabelecia a livre circulação de mercadorias entre 3países, a Bélgica, a Holanda e Luxemburgo.
Ø Em 1950 com base na declaração shuman, o economista francês Jean Monnet concebe a CECA.
Ø Em 1957 surgiu, finalmente, a comunidade económica europeia (CEE).

Cujos Fundamentos foram expressos no tratado de Roma

Com objectivos predominantes económicos:
* Estabelecimento de um mercado comum.
* Aproximação progressiva das políticas económicas.
* Expansão económica contínua e equilibrada.

Ø Em 1957 em Roma, também foram assinados dois tratados que criaram:
* A Comunidade Económica Europeia (CEE).
* O Euratom - comunidade europeia de energia atómica.

Criação de um mercado comum para os produtos industriais e mais tarde agrícolas.

Acelerando, desta forma, a Europa dos seis.

Ø Em 1959 Abertura do Mercado Comum. Neste mesmo ano, foi criada pela a Inglaterra a EFTA e tenta desenvolver a liberalização do mundo.
Ø Em 1968 a liberalização das tropas entre os seis estados da CEE.

A construção Europeia

Acompanhada pela prosperidade económica

No pós-guerra, foi pouco a pouco afirmando o papel da Europa.




A UE hoje

Trabalho realizado por:
Maria de Fátima Pinto Azevedo nº7
Susana Raquel Lima Pereira nº12

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Bomba Atómica em Hiroshima, por Fátima Azevedo

Esta bomba foi lançada pelos Estados Unidos da América, contra o Japão, na cidade de Hiroshima em 6 de Agosto de 1945. Foi um dos maiores ataques à uma população civil: ocorreram cerca de 200 mil mortos.


Existiram graves consequências a nível humanitário e a nível do país. A cidade de Hiroshima, ficou totalmente arrasada e a ainda hoje se sentem os efeitos da radiação que se espalhou e afectou todos os que sobreviveram.

Maria de Fátima Pinto Azevedo
Nº7
12ºB

A Crise e a Nacionalização do Canal do Suez, por Andreia Teixeira

Nasser


Nasser, presidente do Egipto desde 1954, tinha um projecto: a barragem de Assuão, que deveria favorecer a agricultura, pela regularização das cheias do Nilo e industruia, pela produção de energia eléctrica. Lidera um movimento pró-árabe e aproxima-se do bloco socialista, comprando-lhe armas. Nestas circunstâncias, os EUA recusam-lhe os créditos necessários à construção da barragem de Assuão. Nasser responde com a nacionalização da companhia que geria o canal do Suez ( de capital maioritariamente inglês e francês, prevendo-se indeminizações), para financiar a barragem.
Os EUA defendem a negociação, mas a França e o Reino Unido querem o uso da força. Numa operação militar culminada, avança primeiro o exército de Israel, que derrota as posições egípcias do Sinai. Há o bombardeamento de aeroportos egípcios e a intervenção de pára-quedistas e da armada franco-britânica. Entretanto, Nasser aplara à ONU, que ordenara um cessar-fogo. A União Soviética envolvida na hungria, ameaça com o uso dos mísseis atómicos sobre Londres e Paris. Os EUA, não querendo deixar a URSS surgir como a protectora do Egipto, pressionam para que o cessar-fogo seja respeitado, os capacetes azuis da ONU cobrem o embarque das tropas de França e da Inglaterra. Estas, desmoralizadas e remetidas ao estatuto de potências secundárias, finalizam aqui a sua influência na zona.

A nacionalização do canal do Suez
O egipto nacionalizou a Companhia do Canal do Suez. Quando o Egipto cedeu a concessão a Lesseps, ficou establecido, entre o governo egpicio e a Companhia, que esta era egípcia e sujeita à autoridade egípcia. O Egipto nacionalizou esta empresa egípcia e declarou que a liberdade de navegação será preservada. Mas os imperialistas ficaram zangados. A Grã-Bretanha e a França disseram que o Egipto se apoderou do canal do Suez como se este fosse parte da França ou da Grã-Bretanha. O ministro dos negócios estrangeiros britânico esqueceu-se de que apenas à dois anos assinou um acordoa declarando que o canal do Suez é parte integrante do Egipto. O Egipto declarou-se pronto a negociar. Mas logo que as negociações começaram, apareceram as ameças e as intimidações. (…) Povos livres, povos que são realmente livres, vão ficar connosco e apoiar-nos contra as forças da tirania.
Discurso de Nasser, 15 de Setembro de 1956
Trabalho realizado por :
Andreia Teixeira
Nº3
12ºB

A Segunda Vaga de Descolonização, por Andreia Santos e Andreia Teixeira

Ben Bella e Nkrumah

• 1954, termina a primeira vaga de descolonização iniciada na Ásia; nesse mesmo ano o mundo árabe desenvolveu um processo de libertação.
• 1956, Marrocos e Tunísia conseguem a libertação.
• Ben Bella, primeiro presidente da Argélia.
• Na África Negra, os principais movimentos nacionalistas tiveram dificuldades em conseguir a emancipação.
• 1957, dá-se a independência das colónias britânicas, na Costa do Ouro, tal como Serra Leoa, Uganda, Tanzânia, Zâmbia e Malawi.
• A independência das várias colónias francesas ( Guiné-Conakri, Camarões, Togo e Madagáscar) foi preparada pela França de modo a evitar uma guerra como a da Argélia.
• 1960, dá-se a independência da colónia belga do Congo.
• 1962, dá-se a independência de Ruanda e Burundi.
• Na África Austral permaneciam as colónias portuguesas.
• Ian Smith (Rodésia) proclamou unilateralmente a independência da minoria branca, instalando um regime de segregação como o da África do Sul ( não reconhecida pela Grã-Bretanha).
• 1963, foi assinada uma carta, pelos estados afriacanos que eram independentes, que fundava a OUA – Organização da Unidade Africana. Fundada sob o impulso do imperador da Etiópia, H. Selassié, e liderada por N’Krumah e Nasser, visava reforçar a unidade dos Estados Africanos, na linha da defesa da africanidade e da negritude.
• A fragilidade de muitos destes Estados fá-los depender dos países colonizadores e caem no neocolonialismo.

Andreia Santos Nº2
Andreia Teixeira Nº3

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

A Corrida às Armas Nucleares, por Andreia Santos

Em 1945 ocorreu uma viragem capital na história militar da Humanidade. As bombas atómicas que arrasaram Hiroshima e Nagasáqui não representam um degrau suplementar na escala da violência destruidora; alteram sim a natureza dos conflitos. O próprio termo ”arma nuclear” é um termo geral que abrange duas realidades: as armas atómicas propriamente ditas e os meios para as transportar, chamados “vectores”.
As próprias armas atómicas compreendem dois tipos de bombas: A (atómicas) e H (hidrogénio, baseada na fusão de átomos devido a um fortissimo calor provocado pela explusão de uma bomba A que serve de fósforo), sendo estas últimas consideradas mais potentes. Os efeitos que elas provocam são de vária ordem: mecânica, térmica e radioactiva. (…)
Em 1945, os Americanos estao convencidos de que dispõem de um grande avanço sobre os Soviéticos em matéria de concepcçaõ de bombas A. A questão que se levanta é saber se convém abandonar o monopólio, instituindo controlos sobre a utilização pacífica do átomo. (…) Contudo, no ínicio, o monopólio é sobretudo potencial. Tendo utilizado duas únicas bombas contra o Japão, os Estados Unidos e os seus aliados Ocidentais opõem apenas dez divisõesna Europa às trinta soviéticas. Em 1947, a US Air Force continua apenas a dispor de uma dezena de bombas que levariam semanas a reunir; o próprio Truman, nessa época, não sabia quantas tinha em stock. A decisão de aumentar o arsenal só é tomada depois do cerco de Berlim (1948). A exploração de uma bomba A soviética em Agosto de 1949 tem um efeito surpresa, de imediato atribuído à espionagem comunista – o que é parcialmente verdade – mas esquece o próprio esforço da URSS para recuperar o atraso. (…) A bomba H é conseguida em 1952; menos de um ano depois os soviéticos têm-lhe, por sua vez, acesso. A corrida passaa a ter como objectivo bombas mais poderosas. (…) Na década seguinte a investigação incide sobretudo na miniaturização, pois sabe-se que a eficácia não se mede pelo tamanho.

· Devido ao perigo das bombas A e H foi criada a Comissão de Energia Atómica , no quando da ONU, para controlar o desenvolvimento atómico, aplicando sanções.
(Baseado no texto de António J. Telo, Portugal e a NATO, Cosmos)
Trabalho realizado por: Andreia Santos, nº2, 12ºB

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

A Europa Ocidental no pós-Guerra, por Andreia Teixeira, Andreia Santos, Fátima e Susana Pereira

No fim da guerra, a Europa Ocidental conheceu importantes mudanças relativamente aos regimes políticos e às forças partidárias.
Depois da 2ª Guerra as novas coligações parlamentares procuraram corresponder melhor às expectativas das populações e um novo consenso político, que defendia a intervenção do estado.
No pós-Guerra , as forças conservadoras tradicionais, com fortes ligações aos regimes depostos, sofreram um declínio.
As forças de esquerda –comunistas e socialistas- que tinham participado activamente nos movimentos e organizações de ressistência durante a Guerra e defendiam uma maior justiça social, ganharam força.
Os partidos socialistas tiveram oportunidade para concretizar as transformações da sociedade e do Estado que preconizava a social-democracia1.
Uma outra força se afirmou no final da Guerra: a Democracia Cristã2 – Com pouca expressão política antes da Guerra, esta força teve origem nos movimentos de inspiração cristã, da acção católica e do sindicalismo cristão. Desempenhou também um papel na luta contra o nazismo e o fascismo.

1 Social-Democrata – Corrente política que, ao contrário do socialismo revolucionário, pretende a construção do socialismo por processos gradualistas e reformistas, defendendo a compatibilidade das instituições democráticas com os princípios igualitários do socialismo. Pretende juntar à democracia política a democracia social.
2 Democracia Cristã – Corrente política que se afirma nos partidos políticos que se formam depois da 2ª Guerra Mundial, na Europa Ocidental. Aliam a defesa da doutrina social da Igreja de protecção dos mais desfavorecidos com a defesa da propriedade privada.

A Prosperidade Económica e a Sociedade de Consumo

Os EUA lideram as democracias liberais não só em termos de política de defesa contra o comunismo mas também na edificação no sistema ocidental de economia capitalista.
Até 1945, o crescimento do capitalismo3 fora relativamente lento. Daí em diante houve um crescimento forte, é regular e permanente e uma prosperidade económica sem precedentes.
Na Europa, com os mercados coloniais perdidos faltavam matérias primas; a produção, as redes de transportes e o comércio estavam arruinados.
As trocas que deveriam ajudar a restablecer a complementaridade entre as economias europeias, deparavam com múltiplos obstáculos: direitos alfandegários elevados e as moedas, arruínadas pela inflação, eram inconvertíveis.
O auxílio económico do Plano Marshall apoiou os esforços de reconstrução e contribuiu para a rapidez da recuperação dos países da OECE.
O sector agrícola, mais devastado pela guerra, desenvolveu-se mais lentamente, mas a indústria europeia, asseguradas as importações de matérias primas, energias e bens de equipamento, desenvolveu-se rapidamente.
Em 1951, a Europa estava reconstruída.

3 Capitalismo - Sistema económico em que a maioria dos meios de produção é privada, que assenta na livre empresa e na iniciativa individual e cujo principal objectivo é assegurar o lucro.

A II Guerra Mundial, por Andreia Santos

Introdução
A Segunda Guerra Mundial começou com a invasão da Polónia por tropas alemãs, a 1º de setembro de 1939. O conflito, travado principalmente entre os Aliados e as potências do Eixo, foi o que causou mais vítimas em toda a história da humanidade, atingindo países em todos os continentes.
As principais potências aliadas foram a Inglaterra, os Estados Unidos, a União Soviética e a França. O Eixo foi formado pela Alemanha, a Itália e o Japão.

ARMAMENTO
Tanques
Os veículos blindados representaram um papel decisivo nesta guerra. O fulminante ataque feito pela Alemanha à Europa Ocidental, com a invasão e ocupação da Dinamarca, Noruega, Bélgica, Holanda e França em poucos meses, foi chamado “blitzkrieg” (“guerra relâmpago”). O êxito desta ofensiva deveu-se, em boa parte, à utilização de numerosos tanques (as chamadas “divisões Panzer”).
Também na invasão da URSS, ou na campanha do Norte de África, os Alemães utilizaram sistematicamente este tipo de arma. De resto, o mesmo fariam os Aliados.
Em 1942, a Alemanha produziu 5700 tanques e em 1943 cerca de 11 000. Mas o potencial dos Aliados, nesse tipo de armamento, seria muito maior, tornando-se esmagador de ano para ano, sobretudo graças às fábricas americanas e, a partir de 1943, soviéticas.
Ao longo da 2ª. Guerra Mundial foram fabricados vários modelos de carros blindados, por parte de qualquer dos lados em confronto.

Aviões

O avião militar fez a sua aparição ainda no decorrer da 1ª. Guerra Mundial mas só nos anos 30 se tornou uma arma devastadora. Em 1937, os Japoneses efectuaram bombardeamentos aéreos sobre a China, que provocaram milhares de mortos, sobretudo entre a população civil. O mesmo viria a acontecer durante a Guerra Civil de Espanha ¾ o bombardeamento da cidade basca de Guernica pela aviação alemã ao serviço de Franco, em 1938, foi um dos exemplos mais dramáticos da utilização da força aérea.
Mas seria durante a 2ª. Guerra Mundial que os bombardeamentos sobre cidades, fábricas, vias de comunicação e sobre os próprios exércitos colocariam o avião entre os instrumentos bélicos mais mortíferos de todos os tempos.
Tanto o Eixo como os Aliados produziram dezenas de milhares de aviões durante a Guerra. Só no ano de 1943, por exemplo, a Alemanha fabricou 25 200. E os EUA, que em 1941 apenas dispunham de 1300 aviões militares, em finais de 1944 já tinham 35 000.

(...)
Conclusão
Como consequência do conflito, a Alemanha e o Japão – mas também a França e a Grã-Bretanha – perderam importância política globalmente. Os Estados Unidos e a nova superpotência União Soviética consolidaram sua hegemonia ao dividir a Europa em duas zonas. Seguiu-se o período conhecido como Guerra Fria.

Nota: Pela extensão do trabalho (13 páginas A4) fomos obrigados a só colocar aqui no blog uma parte dele.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Boas entradas para 2008, por favor!

Caros alunos do 12ºB:
Escusado será dizer que gostei muito, deste 1º período talvez demasiado longo, de vos dar aulas. Tive momentos muito bons convosco e na perspectiva de serem melhores, tornaram-me mais exigente comigo próprio e, retrospectivamente, com vocês. Sabemos todos, pais e encarregados de educação, professores e alunos que as coisas não estão fáceis «lá fora» e que, para vencer em qualquer actividade ou emprego no tão famoso mercado de trabalho, terão mesmo de ser melhores do que até aqui foram. E a vossa DT sabe do que fala com os seus conselhos.
É nessa perspectiva que vos desejo uma óptima passagem de ano e também que comecem o ano de 2008 com o pé direito; isto é, com mais trabalho, com mais concentração e com mais método. Terão forçosamente de trabalhar mais.
Força, portanto, e antes de nos cansarmos todos, quero expressar aqui o meu obrigado pelos bons momentos que passei convosco a dar aulas do que mais gosto - de História. Vamos lá ao 2º período...

Jornais portugueses - o exemplo de O Açoriano Oriental e de O Primeiro de Janeiro, por Susana Pereira

Introdução
Tendo como tarefa, elaborar um trabalho sobre os jornais portugueses, aqui ficam algumas ideias sobre este tema.
Primeiro começo por mostrar um pouco sobre “a história do jornal”, onde explica um pouco como surgiu e onde. Depois, também decidi postar “o que é o jornal”, falando de algumas características deste.
Por fim, destaco dois dos jornais mais antigos de Portugal – “Açoriano Oriental” e ”O Primeiro de Janeiro:
História do Jornal
O primeiro jornal surgiu no Ocidente, ainda na Antiguidade, com a “Acta Diurna”, publicado sob ordem de Júlio César na Roma Antiga.
A edição de vários títulos de jornais e outras publicações foi amplamente facilitada a partir da invenção da prensa móvel por Gutenberg.
Somente com a Revolução Industrial, no século XVIII, é que o jornal ganhou formatos semelhantes ao que se tem hoje, e como meio de comunicação, se consolidou como fonte principal de informação da sociedade ocidental.
Já em culturas da Ásia, os jornais seguiram caminhos mais identificados com a divulgação de informações por fontes oficiais de poder.
O que é o Jornal?
O Jornal é um meio de comunicação impressa (os vários títulos, são chamados de "veículos de comunicação"), e tem como característica: o uso de "papel de imprensa" – mais barato e de menor qualidade que os utilizados pelas revistas –, as folhas geralmente não são grampeadas, sendo usado os grampos com frequência em cadernos especiais e/ou edições destinadas a colecção, e as capas não usam papel muito grosso, como acontece com as revistas, e os mais importantes possuem periodicidade diária. Os jornais diários da chamada "grande imprensa" possuem conteúdo genérico, pois publicam notícias e informações de interesse público. Mas há também jornais diários com conteúdo especializado em economia e negócios, e outros com periodicidade semanal, quinzenal, mensal, tanto de conteúdo genérico, como também voltados a assuntos específicos destinados a públicos segmentados.
Dois dos jornais Portugueses mais antigos:


O jornal “Açoriano Oriental” é o jornal mais antigo de Portugal e está entre os dez mais ‘velhos’ do Mundo. Foi fundado a 18 de Abril de 1835, (172 anos), num período que corresponde a um momento áureo do jornalismo a nível nacional e internacional. Quatro meses antes do aparecimento da publicação, tinha sido promulgada a primeira lei de liberdade de Imprensa em Portugal.


O “Primeiro de Janeiro” conta já com 139 anos.
Este diário conta na sua história com inúmeros exemplos de inovação e liderança na imprensa. Jornal que “nasceu” na cidade do Porto, em 1868. Ainda hoje, continua a ter lugar privilegiado, bem como a Área e Região em que se insere.
Em Junho de 1999, retomou ao suplemento literário semanal, "das Artes das Letras" (criado em 1942). Em Julho do mesmo ano, nasceu o Suplemento "Justiça e Cidadania". Único na imprensa portuguesa e destinado ao sector forense, já integrou os hábitos mensais dos nossos leitores mais interessados. Em Setembro, também do mesmo ano, espaço para os Concelhos.
Semanalmente, a informação sobre tudo o que lá acontece, de forma pormenorizada. É a nossa maneira de dar a conhecer tudo o que merece ser divulgado.

É importante reflectir, que uma grande maioria de jornais, já podem ser consultados através da internet. Onde podemos ler as noticias mais recentes de cada um. Sem gastarmos dinheiro a comprar o jornal todos os dias.
Fazendo-o desta forma online.
É uma maneira de a população poupar tempo e, também, poupar a nível monetário.
Conclusão
Concluído este trabalho, posso afirmar que fiquei a entender mais sobre este tema. Isto porque, havia alguns aspectos que desconhecia.
Achei interessante abordar, pelo menos, estes dois jornais portugueses. Pois, surgiram no nosso país e merecem todo o orgulho dos portugueses.
Jornais que já fizeram e ainda fazem parte do dia-a-dia de milhares de pessoas, já durante centenas de anos. Devem ser falados como tal.
No entanto, devo sublinhar que, é de lamentar não haver uma pesquisa alargada onde se possa observar sobre este tema. Tive grandes dificuldades em concluir este trabalho, porque na internet a pesquisa sobre, este tema, é bastante escassa.

Bibliografia

Para concluir este trabalho pesquisei nos seguintes sites:

Http://pt.wikipedia.org/wiki/Jornal
Http://br.answers.yahoo.com/question/index? Qid=20070316134606AAQyLO3
Http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=quemsomos
Http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=225948&idselect=92&idCanal=92&p=200

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

A Banda Desenhada, por Susana Azevedo

A cultura de massas passou, gradualmente, a ser uma “indústria cultural” que transforma em consumíveis uma vasta gama de bens culturais. Destinada, essencialmente, à ocupação do tempos livres das garndes massas, esta “indústria cultural” foi criada para “compensar” as multidões trabalhadoras, especialmente, da monotomia e da solidão próprias das sociedades desenvolvidas, independentemente do desejo de lucro por parte dos seus promotores.
As principais caracteristicas da cultura de massa são: elaborada para ser transmitida às grandes massas na forma de bens e consumo culturais; direcciona-se para o imediato e para o culto da novidade, para a fuga aos problemas do quotidiano (desejo de evasão); multifacetado quer nos conteúdos, formas e duração; aborda os temas de modo superficial; é difundida pelos mass media; tende a formar um “tipo de pessoa média” (modelos de comportamento, atitudes, valores...); recorre à publicidade e à propaganda com dupla função: económica e sociocultural.

A Banda Desenhada

A Banda Desenhada representou também um género com grande popularidade. De facto, a história em quadradinhos tornou-se um sucesso mundial e é incontestável a sua importância como meio de comunicação. Heróis de Banda Desenhada transformaram-se em símbolos nacionais e internacionais, tais como: Super Homem, Mandrake, Fantasma, Tio Patinhas, Donald, Tarzan, Timtim e tantos outros...
Dos seus criadores / desenhadores destacou-se também Walt Disney, um realizador de renome universal, no cinema de animação, que corresponde na literatura à Banda Desenhada.

Daremos especial atenção à personagem Mikey Mouse criada por Walt Disney.
Mickey Mouse (Rato Mikey) é uma personagem de desenho animado criada por Ub Iwerks que se tornou, eventualmente, o símbolo da The Walt Disney Company. A personagem de Mickey nasceu a 18 de Novembro de 1928, e a sua reprodução vocal era desempenhada por Walt Disney (entre 1928 e1946). Evoluiu de uma simples personagem de cartooning e tiras cómicas para uma das personagens mais conhecidas do mundo. Depois de Walt Disney, foi James G. MacDonald que assumiu a vocalização do Mickey e, desde 1983, passou para Wayne Allwine, um aprendiz de James G. MacDonald.
Na banda desenhada atual, o seu melhor amigo é Pateta, o seu cachorrinho é Pluto e a sua namorada é Minnie. Há uma linha de histórias em que aparece o personagem Esquálidus, criado por Floyd Gottfredson. Em certas histórias Mickey costumava andar com o Pato Donald (ambos moram na mesma cidade, Patópolis), mas os universos dos dois são separados.
Tipicamente, Mickey surge em calções vermelhos e sapatos amarelos, uma homenagem que seu criador, Walt Disney, fez à Ordem DeMolay, da qual era membro. Também foram e são feitas edições sobre variadíssimos temas; num deles, Mickey é um detetive, e veste casaco e todo o traje costumeiro. Um dos temas mais conhecidos é o duelo constante com o inimigo Bafo-de-Onça e, noutro tema, também enfrenta o Mancha Negra.
Em Portugal a publicação das bandas desenhadas coube à Editora Abril. Além de seu próprio título mensal, Mickey foi destacado como personagem num dos manuais Disney e no Grande Livro Disney (1977).
Conclusão
Após a elaboração deste trabalho sobre Banda Desenhada com a particularidade de mencionar superficialmente a história do Mikey Mouse podemos concluir que, tal como os outros meios de comunicação a Banda Desenhada foi igualmente revolucionária.
Apesar de este meio de comunicação se “exprimir” de forma “animada” e em quadradinhos tinha tanta influência ou mais do que todos os outros. Esta força expressiva evidênciava-se tanto na forma cómica como irónica.
Actualmente, a Banda Desenhada é quase como que obrigatória a sua presença em todos os meios de comunicação de diversas temáticas. Por exemplo, podemos vê-las em jornais gerais como desportivos, revistas de imprensa cor-de-rosa como ciêntificas...

http://www.kermijul.pe.kr/11-mouse/minnieandmickey.jpg
http://blog.estadao.com.br/blog/media/Walt_in_office.JPG

Os Jogos Olímpicos, por Andreia Teixeira


Introdução
Em 1896, realizaram-se os primeiros jogos olímpicos da era moderna, em Atenas. Os jogos olímpicos fomentaram a ideia do desporto mundial. Em 1936, temos Hitler a manipular politicamente os jogos olímpicos, sendo os mesmos privilegiados para a propaganda política.
1896
Os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna foram realizados em Atenas, Grécia, berço dos jogos da antiguidade, entre os dias 6 e 15 de Abril de 1896, com a participação de 241 atletas, todos homens, representando catorze países, graças ao empenho visionário do francês Pierre de Frédy, o Barão de Coubertin, idealizador do renascimento dos jogos existentes na Grécia antiga, mentor do movimento olímpico e fundador do Comité Olímpico Internacional.
Sem qualquer experiência na organização de semelhante evento, os organizadores dos primeiros jogos quase arruinaram a própria competição, graças a uma diversidade de datas, pois os gregos utilizavam então o antigo calendário juliano paralelo ao convencional usado pela civilização ocidental, fazendo com que ocorresse uma diferença de doze dias entre ambos, o que atrapalhou a inauguração dos Jogos e a chegada dos atletas dos diversos pontos do planeta.
A cerimónia de inauguração acabou acontecendo num domingo de Páscoa, com o discurso de abertura proferido diante de cem mil espectadores pelo próprio Jorge I, da Grécia, após a inauguração de uma estátua – que existe até os dias de hoje – na entrada do Estádio Panathinaiko, principal palco das competições e uma maravilha arquitectónica toda de mármore, em homenagem ao rico financista ateniense Georgius Averoff, responsável pela restauração e modernização do estádio e financiador da organização do evento, o que impediu seu cancelamento antes mesmo de iniciado, devido às graves condições do cenário real grego.

1936
Os Jogos Olímpicos de 1936 foram realizados em Berlim, na Alemanha, entre 1 e 16 de Agosto, com a participação de 4066 atletas, sendo 328 mulheres, que representaram 49 países, em 22 modalidades desportivas, tornando-se até então os mais grandiosos, bem realizados, ricos e politicamente explorados Jogos Olímpicos até então.
Abertos com grande luxo no espectacular e moderno Estádio Olímpico de Berlim pelo ditador nazista Adolf Hitler, o Fuehrer do III Reich alemão, os Jogos se propunham, subliminarmente, a demonstrar na prática as teorias de superioridade racial ariana proclamada pelo líder nazista e seus seguidores, que não pouparam tempo e recursos para produzir a melhor equipa olímpica nacional já montada para disputar o evento. Infelizmente para o Führer, um pequeno grupo de atletas, os negros norte-americanos, iriam demonstrar na prática a falácia das teorias hitleristas, conquistando a maioria das medalhas do atletismo, a modalidade mais importante dos Jogos, liderados por Jesse Owens, um neto de ex-escravos, que ganhou quatro medalhas de ouro nos 100m, 200m, revezamento 4x100 e salto em distância, em pleno estádio de Berlim cheio de arianos loiros e estupefactos, no mais emblemático episódio da história dos Jogos Olímpicos.
Imagens:
http://www.museudosesportes.com.br/img_noticias/11268.jpg
http://www.olympic.org/upload/games/1936S_poster_b.jpg
http://www.arikah.net/commons/en/thumb/b/bf/900px-Olympic_flag.svg.png
http://www.museudosesportes.com.br/img_noticias/1219.jpg
Pierre de Coubertin
Conclusão
Podemos concluir que apesar de toda a propaganda de Hitler sobre as suas ideias racistas, não teve grande sucesso, por ironia do destino o grande herói dos jogos olímpicos de 1936 foi um atleta negro dos E.U.A, Jesse Owens.
Sabemos ainda que os jogos olímpicos decorrem nos dias de hoje.

A Imprensa no Século XX, por Andreia Santos


Introdução
Podemos começar, dizendo que a imprensa do século XX, foi um meio de comunicação de massa, isto é, capaz de difundir a informação por um grande número de pessoas e, simultaneamente, a grandes distâncias. A imprensa escrita foi capaz da uniformização dos comportamentos da sociedade (Estandardização de comportamentos).

O século XX chegava com a euforia futurista da revolução tecnológica. Os jornais começavam-se a transformar em empresas e a adoptar o telefone e o telégrafo como ferramentas de seu cotidiano. Os jornais ganhavam em actualidade e integração com pontos remotos e de difícil acesso. O passo seguinte foi a ampliação de redes de informação, com o estabelecimento de redes de correspondentes e enviados ao exterior. Além das agências de notícias, os jornais investiam cada vez mais em estruturas necessárias para obter informações de qualidade, em primeira mão e exclusiva. O conteúdo também passava por transformações. Declinava o folhetim que ia sendo substituído pelo colunismo, o artigo político pelas entrevistas, mais informações do que catequese, embora se procurasse a opinião desde que parecesse imparcial.
No começo do século XX surgiram alguns dos jornais que desempenharam e até hoje desempenham papel fundamental na vida brasileira, como o Jornal do Brasil e o Correio da Manhã, que nasceu e morreu na década de 1960. Mais tarde vieram A Noite (1911), de Irineu Marinho, e o O Jornal, adquirido por Assis Chateaubriant em 1913. Essas duas iniciativas foram o começo de uma série de empreendimentos que resultaram nos mais significativos fenómenos da comunicação no Brasil: a Rede Globo e os Diários Associados. Como o assunto, aqui, é imprensa, Chato, como o Brasil passou a conhecê-lo, montou uma cadeia de jornais que cobria todo o país e lançou a revista O Cruzeiro, um semanário ilustrado, que nos anos 50 chegou a vender 700.000 exemplares. E a iniciativa de Irineu Marinho transformou-se, na gestão de seu filho Roberto Marinho, no maior complexo de comunicação da América Latina e um dos maioresdo mundo.
Mas o que marcou a imprensa no início do século XX foi o surgimento de várias revistas ilustradas. Graças aos avanços tecnológicos no processo de impressão e da evolução das artes gráficas foi possível chegar a resultados surpreendentes. Um exemplo é a revista Kosmos, dirigida por Mário Behring de 1904 a 1906. Nela escreviam Artur Azevedo, Paulo Barreto, João Ribeiro, Vieira Fazenda, Lima Campos, Raul Perderneiras, Félix Pacheco, Coelho Neto Capistrano de Abreu, Medeiros e Alburquerque, Euclides da Cunha e Olavo Bilac. As revistas ocupariam o espaço dos jornais literários e tal qual na política cada uma abrigava os autores de seu género. Assim, as que vieram a seguir se dividiam. A Fon-Fon era porta-voz dos simbolistas, e a Careta, dos parnasianos, ilustrados pelo traço genial de J. Carlos. A Careta foi a revista mais popular de sua época e podia ser encontrada nas antessalas de consultórios, nas barbearias e nas estações. Sua distribuição inovou ao usar carteiros como entregadores. Nela escreviam Martins Fontes, Olegário Mariano, Aníbal Teófilo, Alberto de Oliveira, Goulart de Andrade, Emílio de Menezes, Bastos Tigre, Luís Edmundo e foi em suas páginas que Olavo Bilac publicou os mais belos sonetos de A Tarde. Marcaram época também O Malho, Ilustração Brasileira e Para Todos, que mais do que informar buscavam repercutir as diferentes manifestações da cultura da elite e, sem dúvida, o que acharam de mais original foi o humor de suas caricaturas.


A Propaganda Impressa no Século XX

As revistas, mais do que os jornais, se prestavam aos anúncios que exigiam maior apuro técnico. No Rio imperavam a Revista da Semana, O Malho, A Careta, Fon-Fon e Ilustração Brasileira. São Paulo lia Vida Paulista, Arara, Cri-Cri e A Lua. Vendo hoje, todas surpreendem pela qualidade de impressão e pelas programações de anúncios em posições fixas. De um modo geral as revistas daquele período eram influenciadas pelo francesismo do art-nouveau, mas a publicidade era um espelho das técnicas comerciais americanas que nos chegavam através das primeiras agências de publicidade a se instalares aqui. Antes delas a publicidade acontecia através do “agenciador de anúncios”, geralmente um funcionário do jornal ou revista responsável pela venda de espaço e através de ilustradores e redatores do próprio veículo, que criavam as peças publicitárias. O Jornal do Brasil detinha o monopólio dos chamados “pequenos anúncios”, hoje conhecidos como classificados, que chegaram a ocupar 85% do espaço do jornal.
Por volta de 1913, um grupo de agenciadores, jornalistas e ilustradores de São Paulo, liderados por Eugénio Leuenroth, fundava a primeira agência brasileira: Castaldi & Bennaton, que logo mudou o nome para A Eclética. Inicialmente trataram de fazer o levantamento dos veículos e dos cartazes ao ar livre. Depois foram conhecer o outro lado: os leitores. Era preciso estudar o mercado consumidor, pesquisando os diferentes públicos e seus padrões de consumo. A seguir desenvolveram acções promocionais organizando salões de automóveis, concursos e prémios nacionais. Foi o início de uma actividade que só fez crescer a partir daí em diante, acompanhando o processo de industrialização do país.
Os periódicos foram sendo influenciados pela profissionalização das agências de propaganda que anunciavam nos jornais ou revistas mais reconhecidos. A opinião pública era cada vez mais estudada e considerada pelos editores.
Quando surgiu o cinema e depois o rádio imediatamente foram editadas revistas como Cena Muda e Revista do Rádio, respectivamente já prenunciando a segmentação do mercado e as oportunidades comerciais dos novos meios.

A Modernização da Imprensa

Foi no Rio de Janeiro que se instalou, em 1906, o Jornal do Brasil e seu moderníssimo equipamento gráfico, com os primeiros linótipos, máquinas de impressão a cores, e sistema foto mecânico. Era o maior parque gráfico da imprensa brasileira e tinha a redacção mais moderna, com máquinas de escrever para toda a equipe de jornalistas. A diagramação também foi reformulada, com o cabeçalho impresso em vermelho e o famoso “L” de classificados na primeira página. No editorial de relançamento a direcção esclarecia que “o jornal não é político nem faz política, tomando o vocábulo na acepção que o uso, entre nós, lhe atribuiu”.
De 1900 a 1910 o Jornal publicou a secção “Queixas do Povo”, um espaço aberto para quem quisesse reclamar do governo. As queixas eram publicadas de graça, dando voz a qualquer cidadão, inclusive a analfabetos, que podiam queixar-se directamente à redacção do Jornal. O espaço era oferecido “a pessoas expostas à acção do Governo e que não dispunham de outro canal de comunicação para manifestar sua indignação”. O Paiz e a Gazeta de Notícias tinham também secções de queixas e reclamações, mas eram jornais comprometidos com o regime, e por isso nem sempre podiam defender os interesses dos queixosos.
Outra inovação do JB aconteceu em 1912, quando passou a dedicar uma página inteira ao desporto. Além disso, a sua equipa de ilustradores reunia os melhores cartunistas e charadistas da época.
A Revolução de 30 significou um retrocesso para as liberdades individuais e políticas. Foi um dos períodos mais difíceis para a imprensa brasileira. A Constituição postiça, “a Polaca”, promulgada em 1936, edificava o arcabouço jurídico de Estado Novo de Getúlio Vargas e instituía o Departamento de Imprensa e Propaganda – DIP –, com poder de controlar e censurar meios de comunicação. Muitos jornais, revistas e rádios sofreram intervenção, alguns foram impedidos de circular, e muitos foram simplesmente “empastelados”.
Nos anos 50 Pompeu de Souza fez a reforma do Diário Carioca, inovando o estilo jornalístico ao introduzir a técnica do lead e o trabalho de copydesk, realizado por um corpo de redactores cuja missão era valorizar o estilo da redacção.
A reforma do Jornal do Brasil, começada por Odylo Costa Filho, em 1956, revolucionou a linguagem jornalística no Brasil do ponto de vista do texto e, principalmente, da diagramação. O Projeto gráfico do artista mineiro Amílcar de Castro simplificou a página, valorizou as fotos e tornou a leitura muito mais fácil. O Caderno “B” ditava moda e padrões de comportamento além de conferir valor à produção cultural. A Bossa Nova, o Cinema Novo, os concretistas, a arquitectura moderna, os festivais, nada poderia se considerar consagrado sem antes ter saído nas páginas do “B”.
Durante os governos Dutra e Juscelino Kubitschek subvencionaram a importação do papel a pretexto de ressarcir as empresas jornalísticas dos prejuízos produzidos pelo DIP durante a ditadura de Vargas. Na verdade, era um subtil mecanismo de controlo que o governo poderia exercer sobre a imprensa.
Talvez as principais mudanças da imprensa na segunda metade do século XX tenham sido as revistas semanais e a imprensa nanica. Em Setembro de 68 a editora Abril lançava a revista Veja, dirigida por Mino Carta. Três meses depois o governo decretava o AI-5 e impunha todos os instrumentos de controlo da informação. O limite entre o proibido e o permitido era extremamente subjectivo, o que obrigava um vai e vem de editores a Brasília na tentativa, nem sempre bem sucedida, de convencer os censores da inocência das matérias que, se vedadas, poderiam inviabilizar uma tiragem inteira. Veja foi apreendida mais de uma vez, assim como Realidade, Visão, Senhor, Repórter e toda e qualquer publicação que ousasse desrespeitar as proibições da censura.
Da mesma forma que no século XIX jornais eram lançados para alimentar lutas pela independência, abolição e república, durante a ditadura militar nasceram vários tablóides, à frente o Pasquim. Um instrumento poderoso de resistência à ditadura, usando como principal arma o humor. Millôr Fernandes, Jaguar, Tarso de Castro, Sérgio Cabral, Henfil, Paulo Francis, Flávio Rangel, Ziraldo e Luís Carlos Maciel fizeram pela democracia o que nenhum grupo armado conseguiu: a desmoralização sistemática e implacável do autoritarismo e das figuras públicas responsáveis pelo governo dos militares. O Opinião e o Movimento foram tablóides de vida mais curta, mas tiveram importância, publicando artigos de fundo e críticas ao regime.
O fim da ditadura encontrou uma imprensa que se especializara na metáfora, no ato de informar usando os mais diferentes artifícios para fintar a vigilância da censura federal. Não era fácil de um dia para o outro administrar a liberdade e ter que conciliar os interesses de uma empresa com fins lucrativos e os objectivos de um serviço público cuja missão era, e é, informar com isenção.

Conclusão
Podemos concluir que a imprensa escrita teve um grande desenvolvimento durante o século XX. De um espaço que era controlado pelas censuras para um espaço em que havia liberdade de expressão.

http://www.jblog.com.br/media/57/20070807-090874Capa.gif
http://www.feq.pt/images/escritor/gazeta.jpg
http://www.brasilcult.pro.br/rio_antigo2/jornais/imagens/o_paiz.gif

O Cinema Português, por Fátima Azevedo





Ø Introdução:
Neste tema vou abordar o tema Cinema Português, iniciando com a explicação de como nasceu a arte cinematográfica, abordando seguidamente como Portugal acompanhou o desenvolvimento do cinema, concluindo com exemplos de marcos de Cinema Português.
* Como nasceu o Cinema?
Em 1895, os irmãos Louis e Auguste Lumière conceberam uma câmara facilmente transportável e uma máquina para projectar bobinas de cinetoscópio num grande ecrã. Em 28 de Dezembro desse mesmo ano, alugaram uma cave no número 14 da Boulevard dês Capucines, equiparam-na com cerca de 100 cadeiras e deram o primeiro espectáculo a uma assistência que havia pago bilhete de entrada. Assim nascia o cinema.
O cinema passaria também a ser designado por sétima arte.
Ø Desenvolvimento:
Portugal, também conheceu o cinema mudo nos finais do século XIX. Aurélio da Paz dos Reis é considerado como o pioneiro do cinema em Portugal. Apresentou os seus primeiros filmes no Porto, em 1896 (um ano depois de Lumière), embora não tivessem tido êxito.
O cinema mudo em português acabou por conhecer grande sucesso, em especial com os filmes “Maria do Mar” (1930), de Leitão Barros, e “Douro”, “Faina Fluvial” (1931), de Manuel de Oliveira. Estes dois filmes marcaram o fim do cinema mudo português.
Em Portugal, Leitão de Barros foi o pioneiro do cinema sonoro com “A Severa” (1931), embora a sonorização deste filme tenha sido feita em Paris.
O primeiro filme sonoro totalmente feito em Portugal foi “A Canção de Lisboa” (1933), de Cottinelli Telmo.
Este filme bem como todas as produções cinematográficas portuguesas estiveram sujeitas aos condicionalismos do poder político (estado novo) à semelhança de todos os sectores da arte e da cultura.
O cinema passou a ser uma arte vigiada pela Censura.
Sobrevivendo às guerras, às crises e mesmo à era da televisão, o cinema, inicialmente mudo e depois sonoro, tem permanecido, em todo o mundo, como uma fonte de aventura, romantismo e diversão.
* Exemplos de cinema Português:


® A Aldeia da Roupa Branca:
A “Aldeia da Roupa Branca” é um filme português de 1938, realizado por Chianca de Garcia, e com os actores Aida Ultz, Armando Chagas, Armando Machado, Aurora Celeste, Baltasar de Azevedo, Beatriz Costa, Carlos Alves, Elvira Vélez, Hermínia Silva, João Silva, Joaquim Manique, Jorge Gentil, José Amaro, Manuel Santos Carvalho, Maria Salomé, Mário Santos, Milú, Octávio de Matos, Óscar de Lemos e Sofia Santos.
A "Aldeia da Roupa Branca" foi produzida quase em tempo record: as filmagens começaram a 25 de Agosto de 1938 e estariam concluídas em fins de Outubro do mesmo ano.

O filme tinha por tema um assunto tipicamente português: um panorama pitoresco e cheio de carácter, com um conteúdo quer amável, quer ligeiramente irónico, com muita vivacidade, e com um tom agradável e simpático, constantes.
Imagem: http://www.citi.pt/cultura/teatro/artistas/beatriz_costa/images/img_02.jpg


A Canção de Lisboa:
“A Canção de Lisboa”, 1933, realizado por José Cottinelli Telmo, é o primeiro filme sonoro português, que inaugura o seu principal género cinematográfico: A Comédia Portuguesa.
As suas vedetas mais famosas são: Beatriz Costa, Vasco Santana e António Silva, todos eles protagonistas de “A Canção de Lisboa”.
Esta comédia foi um clássico do cinema português, pois obteve grande sucesso e êxito. Esse êxito deveu-se em parte ao carácter tipicamente português das personagens e das situações que permitia a total identificação dos espectadores com o filme e também à introdução de canções que rapidamente se tornam populares.
Este filme ficará para sempre como um marco e testemunho de evolução do cinema português.
Imagem: http://www.citi.pt/cultura/teatro/artistas/beatriz_costa/images/img_01.jpg
Ø Conclusão:
Com a exploração deste tema, consegui perceber a evolução da arte cinematográfica em Portugal e as influências do cinema na população nacional. Concluindo penso que foi um trabalho bastante lúdico, tendo obtido muita informação sobre o Cinema Português.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

À turma, sobre os trabalhos:

Caros alunos:
Motivos vários levaram-me a não estar com tanta atenção na actualização do «12ºB do Cerco do Porto» como devia. Mas devo lembrar a turma que os trabalhos combinados com o professor devem ser entregues esta semana ou, no máximo, na outra seguinte. E sempre com a estrutura própria de um trabalho de investigação ou de pesquisa simples, que deve consituir uma consolidação de conhecimentos já adquiridos no próprio estudo que o aluno desenvolve diariamente. Só assim tem sentido publicá-lo e ser um instrumento de trabalho útil, para o próprio e para os outros alunos.
Não se esqueçam, por isso, da tal introdução, do desenvolvimento e da conclusão, sempre pela mão do seu autor, entendido? Isto é: uma citação de uma fonte deve ser sempre assinalada. A opinião e palavras do aluno serão sempre valorizadas pelo professor.
Até agora (3ª feira) ainda só recebi os trabalhos da Andreia Santos, da Andreia Teixeira, da Fátima Azevedo e da Susana Azevedo, para além de um trabalho de pesquisa sobre a Bauhaus, da Luísa.

Fotografias de alunas do 12ºB no jantar para o Mundo a Sorrir, dia 7, pelas 19h



É verdade. As fotografias já estão aí e já dei uma espreitadela. Algumas estão muito boas e vai ser difícil, no leilão anunciado, a aquisição das ditas fotos, tal a competência com que foram tiradas.
A história já vocês sabem: vai haver um jantar-volante, dia 7 de Dezembro pelas 19h, no refeitório da escola EB 2/3, agradecendo ao Mundo a Sorrir que fez intervenções dentárias urgentes junto a alunos da escola. Sendo assim, e com a disponibilidade e solidariedade com que já vem sendo conhecido o 12ºB, algumas alunas desta turma prontificaram-se conjuntamente com uma formadora (a Teresa) a, num sábado de manhã cheio de sol, tirarem umas fotos ao Porto desde o Cais de Gaia, para que estas servissem para arranjar fundos para que esta acção do Mundo a Sorrir tenha continuidade para este ano.
Obrigado ao 12ºB, especialmente à sua Delegada, a Diana e à Catarina, à Ana Sofia, à Tânia e à Rute (que agora também foi eleita para a Associação de Estudantes!). Apareçam lá que as esperamos a todas/os.