Maria de Fátima Pinto Azevedo
Nº7
12ºB
Um blog do 12ºB da Secundária do Cerco do Porto. Um espaço de debate e de apresentação pública dos nossos trabalhos de História.
ARMAMENTO
Tanques
Os veículos blindados representaram um papel decisivo nesta guerra. O fulminante ataque feito pela Alemanha à Europa Ocidental, com a invasão e ocupação da Dinamarca, Noruega, Bélgica, Holanda e França em poucos meses, foi chamado “blitzkrieg” (“guerra relâmpago”). O êxito desta ofensiva deveu-se, em boa parte, à utilização de numerosos tanques (as chamadas “divisões Panzer”).
Também na invasão da URSS, ou na campanha do Norte de África, os Alemães utilizaram sistematicamente este tipo de arma. De resto, o mesmo fariam os Aliados.
Em 1942, a Alemanha produziu 5700 tanques e em 1943 cerca de 11 000. Mas o potencial dos Aliados, nesse tipo de armamento, seria muito maior, tornando-se esmagador de ano para ano, sobretudo graças às fábricas americanas e, a partir de 1943, soviéticas.
Ao longo da 2ª. Guerra Mundial foram fabricados vários modelos de carros blindados, por parte de qualquer dos lados em confronto.

Introdução
Tendo como tarefa, elaborar um trabalho sobre os jornais portugueses, aqui ficam algumas ideias sobre este tema.
Primeiro começo por mostrar um pouco sobre “a história do jornal”, onde explica um pouco como surgiu e onde. Depois, também decidi postar “o que é o jornal”, falando de algumas características deste.
Por fim, destaco dois dos jornais mais antigos de Portugal – “Açoriano Oriental” e ”O Primeiro de Janeiro:
História do Jornal
O primeiro jornal surgiu no Ocidente, ainda na Antiguidade, com a “Acta Diurna”, publicado sob ordem de Júlio César na Roma Antiga.
A edição de vários títulos de jornais e outras publicações foi amplamente facilitada a partir da invenção da prensa móvel por Gutenberg.
Somente com a Revolução Industrial, no século XVIII, é que o jornal ganhou formatos semelhantes ao que se tem hoje, e como meio de comunicação, se consolidou como fonte principal de informação da sociedade ocidental.
Já em culturas da Ásia, os jornais seguiram caminhos mais identificados com a divulgação de informações por fontes oficiais de poder.
O que é o Jornal?
O Jornal é um meio de comunicação impressa (os vários títulos, são chamados de "veículos de comunicação"), e tem como característica: o uso de "papel de imprensa" – mais barato e de menor qualidade que os utilizados pelas revistas –, as folhas geralmente não são grampeadas, sendo usado os grampos com frequência em cadernos especiais e/ou edições destinadas a colecção, e as capas não usam papel muito grosso, como acontece com as revistas, e os mais importantes possuem periodicidade diária. Os jornais diários da chamada "grande imprensa" possuem conteúdo genérico, pois publicam notícias e informações de interesse público. Mas há também jornais diários com conteúdo especializado em economia e negócios, e outros com periodicidade semanal, quinzenal, mensal, tanto de conteúdo genérico, como também voltados a assuntos específicos destinados a públicos segmentados.
Dois dos jornais Portugueses mais antigos:
O jornal “Açoriano Oriental” é o jornal mais antigo de Portugal e está entre os dez mais ‘velhos’ do Mundo. Foi fundado a 18 de Abril de 1835, (172 anos), num período que corresponde a um momento áureo do jornalismo a nível nacional e internacional. Quatro meses antes do aparecimento da publicação, tinha sido promulgada a primeira lei de liberdade de Imprensa em Portugal.
O “Primeiro de Janeiro” conta já com 139 anos.
Este diário conta na sua história com inúmeros exemplos de inovação e liderança na imprensa. Jornal que “nasceu” na cidade do Porto, em 1868. Ainda hoje, continua a ter lugar privilegiado, bem como a Área e Região em que se insere.
Em Junho de 1999, retomou ao suplemento literário semanal, "das Artes das Letras" (criado em 1942). Em Julho do mesmo ano, nasceu o Suplemento "Justiça e Cidadania". Único na imprensa portuguesa e destinado ao sector forense, já integrou os hábitos mensais dos nossos leitores mais interessados. Em Setembro, também do mesmo ano, espaço para os Concelhos.
Semanalmente, a informação sobre tudo o que lá acontece, de forma pormenorizada. É a nossa maneira de dar a conhecer tudo o que merece ser divulgado.
É importante reflectir, que uma grande maioria de jornais, já podem ser consultados através da internet. Onde podemos ler as noticias mais recentes de cada um. Sem gastarmos dinheiro a comprar o jornal todos os dias.
Fazendo-o desta forma online.
É uma maneira de a população poupar tempo e, também, poupar a nível monetário.
Conclusão
Concluído este trabalho, posso afirmar que fiquei a entender mais sobre este tema. Isto porque, havia alguns aspectos que desconhecia.
Achei interessante abordar, pelo menos, estes dois jornais portugueses. Pois, surgiram no nosso país e merecem todo o orgulho dos portugueses.
Jornais que já fizeram e ainda fazem parte do dia-a-dia de milhares de pessoas, já durante centenas de anos. Devem ser falados como tal.
No entanto, devo sublinhar que, é de lamentar não haver uma pesquisa alargada onde se possa observar sobre este tema. Tive grandes dificuldades em concluir este trabalho, porque na internet a pesquisa sobre, este tema, é bastante escassa.
Bibliografia
Para concluir este trabalho pesquisei nos seguintes sites:
Http://pt.wikipedia.org/wiki/Jornal
Http://br.answers.yahoo.com/question/index? Qid=20070316134606AAQyLO3
Http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=quemsomos
Http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=225948&idselect=92&idCanal=92&p=200

Introdução
Podemos começar, dizendo que a imprensa do século XX, foi um meio de comunicação de massa, isto é, capaz de difundir a informação por um grande número de pessoas e, simultaneamente, a grandes distâncias. A imprensa escrita foi capaz da uniformização dos comportamentos da sociedade (Estandardização de comportamentos).
O século XX chegava com a euforia futurista da revolução tecnológica. Os jornais começavam-se a transformar em empresas e a adoptar o telefone e o telégrafo como ferramentas de seu cotidiano. Os jornais ganhavam em actualidade e integração com pontos remotos e de difícil acesso. O passo seguinte foi a ampliação de redes de informação, com o estabelecimento de redes de correspondentes e enviados ao exterior. Além das agências de notícias, os jornais investiam cada vez mais em estruturas necessárias para obter informações de qualidade, em primeira mão e exclusiva. O conteúdo também passava por transformações. Declinava o folhetim que ia sendo substituído pelo colunismo, o artigo político pelas entrevistas, mais informações do que catequese, embora se procurasse a opinião desde que parecesse imparcial.
No começo do século XX surgiram alguns dos jornais que desempenharam e até hoje desempenham papel fundamental na vida brasileira, como o Jornal do Brasil e o Correio da Manhã, que nasceu e morreu na década de 1960. Mais tarde vieram A Noite (1911), de Irineu Marinho, e o O Jornal, adquirido por Assis Chateaubriant em 1913. Essas duas iniciativas foram o começo de uma série de empreendimentos que resultaram nos mais significativos fenómenos da comunicação no Brasil: a Rede Globo e os Diários Associados. Como o assunto, aqui, é imprensa, Chato, como o Brasil passou a conhecê-lo, montou uma cadeia de jornais que cobria todo o país e lançou a revista O Cruzeiro, um semanário ilustrado, que nos anos 50 chegou a vender 700.000 exemplares. E a iniciativa de Irineu Marinho transformou-se, na gestão de seu filho Roberto Marinho, no maior complexo de comunicação da América Latina e um dos maioresdo mundo.
Mas o que marcou a imprensa no início do século XX foi o surgimento de várias revistas ilustradas. Graças aos avanços tecnológicos no processo de impressão e da evolução das artes gráficas foi possível chegar a resultados surpreendentes. Um exemplo é a revista Kosmos, dirigida por Mário Behring de 1904 a 1906. Nela escreviam Artur Azevedo, Paulo Barreto, João Ribeiro, Vieira Fazenda, Lima Campos, Raul Perderneiras, Félix Pacheco, Coelho Neto Capistrano de Abreu, Medeiros e Alburquerque, Euclides da Cunha e Olavo Bilac. As revistas ocupariam o espaço dos jornais literários e tal qual na política cada uma abrigava os autores de seu género. Assim, as que vieram a seguir se dividiam. A Fon-Fon era porta-voz dos simbolistas, e a Careta, dos parnasianos, ilustrados pelo traço genial de J. Carlos. A Careta foi a revista mais popular de sua época e podia ser encontrada nas antessalas de consultórios, nas barbearias e nas estações. Sua distribuição inovou ao usar carteiros como entregadores. Nela escreviam Martins Fontes, Olegário Mariano, Aníbal Teófilo, Alberto de Oliveira, Goulart de Andrade, Emílio de Menezes, Bastos Tigre, Luís Edmundo e foi em suas páginas que Olavo Bilac publicou os mais belos sonetos de A Tarde. Marcaram época também O Malho, Ilustração Brasileira e Para Todos, que mais do que informar buscavam repercutir as diferentes manifestações da cultura da elite e, sem dúvida, o que acharam de mais original foi o humor de suas caricaturas.
A Propaganda Impressa no Século XX
As revistas, mais do que os jornais, se prestavam aos anúncios que exigiam maior apuro técnico. No Rio imperavam a Revista da Semana, O Malho, A Careta, Fon-Fon e Ilustração Brasileira. São Paulo lia Vida Paulista, Arara, Cri-Cri e A Lua. Vendo hoje, todas surpreendem pela qualidade de impressão e pelas programações de anúncios em posições fixas. De um modo geral as revistas daquele período eram influenciadas pelo francesismo do art-nouveau, mas a publicidade era um espelho das técnicas comerciais americanas que nos chegavam através das primeiras agências de publicidade a se instalares aqui. Antes delas a publicidade acontecia através do “agenciador de anúncios”, geralmente um funcionário do jornal ou revista responsável pela venda de espaço e através de ilustradores e redatores do próprio veículo, que criavam as peças publicitárias. O Jornal do Brasil detinha o monopólio dos chamados “pequenos anúncios”, hoje conhecidos como classificados, que chegaram a ocupar 85% do espaço do jornal.
Por volta de 1913, um grupo de agenciadores, jornalistas e ilustradores de São Paulo, liderados por Eugénio Leuenroth, fundava a primeira agência brasileira: Castaldi & Bennaton, que logo mudou o nome para A Eclética. Inicialmente trataram de fazer o levantamento dos veículos e dos cartazes ao ar livre. Depois foram conhecer o outro lado: os leitores. Era preciso estudar o mercado consumidor, pesquisando os diferentes públicos e seus padrões de consumo. A seguir desenvolveram acções promocionais organizando salões de automóveis, concursos e prémios nacionais. Foi o início de uma actividade que só fez crescer a partir daí em diante, acompanhando o processo de industrialização do país.
Os periódicos foram sendo influenciados pela profissionalização das agências de propaganda que anunciavam nos jornais ou revistas mais reconhecidos. A opinião pública era cada vez mais estudada e considerada pelos editores.
Quando surgiu o cinema e depois o rádio imediatamente foram editadas revistas como Cena Muda e Revista do Rádio, respectivamente já prenunciando a segmentação do mercado e as oportunidades comerciais dos novos meios.
A Modernização da Imprensa
Foi no Rio de Janeiro que se instalou, em 1906, o Jornal do Brasil e seu moderníssimo equipamento gráfico, com os primeiros linótipos, máquinas de impressão a cores, e sistema foto mecânico. Era o maior parque gráfico da imprensa brasileira e tinha a redacção mais moderna, com máquinas de escrever para toda a equipe de jornalistas. A diagramação também foi reformulada, com o cabeçalho impresso em vermelho e o famoso “L” de classificados na primeira página. No editorial de relançamento a direcção esclarecia que “o jornal não é político nem faz política, tomando o vocábulo na acepção que o uso, entre nós, lhe atribuiu”.
De 1900 a 1910 o Jornal publicou a secção “Queixas do Povo”, um espaço aberto para quem quisesse reclamar do governo. As queixas eram publicadas de graça, dando voz a qualquer cidadão, inclusive a analfabetos, que podiam queixar-se directamente à redacção do Jornal. O espaço era oferecido “a pessoas expostas à acção do Governo e que não dispunham de outro canal de comunicação para manifestar sua indignação”. O Paiz e a Gazeta de Notícias tinham também secções de queixas e reclamações, mas eram jornais comprometidos com o regime, e por isso nem sempre podiam defender os interesses dos queixosos.
Outra inovação do JB aconteceu em 1912, quando passou a dedicar uma página inteira ao desporto. Além disso, a sua equipa de ilustradores reunia os melhores cartunistas e charadistas da época.
A Revolução de 30 significou um retrocesso para as liberdades individuais e políticas. Foi um dos períodos mais difíceis para a imprensa brasileira. A Constituição postiça, “a Polaca”, promulgada em 1936, edificava o arcabouço jurídico de Estado Novo de Getúlio Vargas e instituía o Departamento de Imprensa e Propaganda – DIP –, com poder de controlar e censurar meios de comunicação. Muitos jornais, revistas e rádios sofreram intervenção, alguns foram impedidos de circular, e muitos foram simplesmente “empastelados”.
Nos anos 50 Pompeu de Souza fez a reforma do Diário Carioca, inovando o estilo jornalístico ao introduzir a técnica do lead e o trabalho de copydesk, realizado por um corpo de redactores cuja missão era valorizar o estilo da redacção.
A reforma do Jornal do Brasil, começada por Odylo Costa Filho, em 1956, revolucionou a linguagem jornalística no Brasil do ponto de vista do texto e, principalmente, da diagramação. O Projeto gráfico do artista mineiro Amílcar de Castro simplificou a página, valorizou as fotos e tornou a leitura muito mais fácil. O Caderno “B” ditava moda e padrões de comportamento além de conferir valor à produção cultural. A Bossa Nova, o Cinema Novo, os concretistas, a arquitectura moderna, os festivais, nada poderia se considerar consagrado sem antes ter saído nas páginas do “B”.
Durante os governos Dutra e Juscelino Kubitschek subvencionaram a importação do papel a pretexto de ressarcir as empresas jornalísticas dos prejuízos produzidos pelo DIP durante a ditadura de Vargas. Na verdade, era um subtil mecanismo de controlo que o governo poderia exercer sobre a imprensa.
Talvez as principais mudanças da imprensa na segunda metade do século XX tenham sido as revistas semanais e a imprensa nanica. Em Setembro de 68 a editora Abril lançava a revista Veja, dirigida por Mino Carta. Três meses depois o governo decretava o AI-5 e impunha todos os instrumentos de controlo da informação. O limite entre o proibido e o permitido era extremamente subjectivo, o que obrigava um vai e vem de editores a Brasília na tentativa, nem sempre bem sucedida, de convencer os censores da inocência das matérias que, se vedadas, poderiam inviabilizar uma tiragem inteira. Veja foi apreendida mais de uma vez, assim como Realidade, Visão, Senhor, Repórter e toda e qualquer publicação que ousasse desrespeitar as proibições da censura.
Da mesma forma que no século XIX jornais eram lançados para alimentar lutas pela independência, abolição e república, durante a ditadura militar nasceram vários tablóides, à frente o Pasquim. Um instrumento poderoso de resistência à ditadura, usando como principal arma o humor. Millôr Fernandes, Jaguar, Tarso de Castro, Sérgio Cabral, Henfil, Paulo Francis, Flávio Rangel, Ziraldo e Luís Carlos Maciel fizeram pela democracia o que nenhum grupo armado conseguiu: a desmoralização sistemática e implacável do autoritarismo e das figuras públicas responsáveis pelo governo dos militares. O Opinião e o Movimento foram tablóides de vida mais curta, mas tiveram importância, publicando artigos de fundo e críticas ao regime.
O fim da ditadura encontrou uma imprensa que se especializara na metáfora, no ato de informar usando os mais diferentes artifícios para fintar a vigilância da censura federal. Não era fácil de um dia para o outro administrar a liberdade e ter que conciliar os interesses de uma empresa com fins lucrativos e os objectivos de um serviço público cuja missão era, e é, informar com isenção.
Conclusão
Podemos concluir que a imprensa escrita teve um grande desenvolvimento durante o século XX. De um espaço que era controlado pelas censuras para um espaço em que havia liberdade de expressão.
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Meritória, esta acção da Ana Sofia, da Tânia, da Diana, da Rute e da Catarina que estiveram presentes no dia 10 de Novembro (um mês importante a todos os níveis!) numa sessão fotográfica no cais de Gaia e inserida no 1º Festival de Frestas que vai ter lugar todos os anos com actividades ligadas ao mar.
Mas o que são na verdade todos esses objectos? (parece perguntar a obra de Magritte). Uma aparência enganosa, já que sua obra não contém objectos, mas somente representações pictóricas de objectos. "Isto não é um cachimbo" ("Ceci n'est pas une pipe"), provoca a frase pintada por ele debaixo de um cachimbo, que não era mesmo um cachimbo mas somente a pintura de um cachimbo. E feita esta distinção, vemo-nos às voltas não mais com um cachimbo (que nem era mesmo mas somente a pintura de um cachimbo) mas o cachimbo que não estava lá (considerávamos como se estivesse antes de vermos a frase).A mulher é uma caricatura de feminilidade, embora a pobreza ainda a leve a ataviar-se miseravelmente diante do espelho, na esperança de encontrar trabalho. O quadro, porém, não deprime; antes, oferece a esperança da redenção. Para Rouault, essa obra é, se não exatamente religiosa, pelo menos profundamente moral. Trata-se de uma triste versão feminina dos Cristos torturados que ele pintou, uma figura desacreditada, menosprezada e escarnecida.
A ponte para o futuro:
A Brücke (Ponte) foi o primeiro de dois movimentos expressionistas que surgiram na Alemanha durante as primeiras décadas do século XX. O grupo formou-se em Dresden em 1905, e seus membros encontravam inspiração na obra de Van Gogh e Gauguin e na arte primitiva. Munch também era forte influência, tendo exposto em Berlim a partir de 1892. Ernst Ludwig Kirchner (1880 – 1938), o espírito condutor da Brücke, queria que a arte alemã fosse uma ponte para o futuro. Insistia para que o grupo, no qual se incluíam Erich Heckel (1883 – 1970) e Karl Schmidt-Rottluff (1884 – 1976), “expressasse convicções intimas [...] de modo sincero e espontâneo”.
Os fauvistas, mesmo em seus momentos mais desenfreados, conservavam um sentido de harmonia e projeto, mas a Brücke abandonou tal freio. Seus integrantes usavam imagens da cidade moderna para comunicar com figuras e tons distorcidos a idéia de um mundo hostil e alienante.
Filho de um marceneiro que trabalhava numa fábrica de pianos, Rouault nasceu num dia em que a Comuna de Paris estava a ser bombardeada pelas tropas francesas.
Os seus primeiros contactos com a arte deram-se na Escola de Artes Decorativas. Frequentava essa escola nos seus tempos livres, porque trabalhava como aprendiz no atelier de um mestre vidreiro.
Em 1890 matriculou-se na Escola das Belas Artes de Paris nas aulas dadas por Élie Delaunay. Com a morte de Delaunay, passou a ter aulas com Gustave Moureau que foi também professor de Matisse e de Marquet.
Rouault teve durante alguns tempos da sua vida o cargo de conservador do Museu Moreau.
Em 1908 casou-se com uma pianista de nome Marthe le Sidaner.
Em 1925 foi agraciado com o título de Cavalheiro da Legião de Honra como também já o fora Auguste Renoir.
Com a morte de Rouault o estado francês recebeu da família do artista cerca de oitocentas obras inacabadas.
A sua obra mais importante é, segundo alguns críticos, a série de pranchas que compõem a Miserere. Esta obra que devia ser constituída por 50 pranchas sobre Miserere e 50 pranchas sobre a guerra, acabou por ser formada só por 58 pranchas.

"GUERNICA" é um óleo sobre tela de autoria de Pablo Picasso, datado de 1937. Executado para o pavilhão da República Espanhola, na Exposição Internacional de Paris. O painel tem as dimensões de 350 x 782 cm. Encontra-se actualmente exposto no Centro Nacional de Arte Rainha Sofia, em Madrid.
A pintura foi feita sem uso de cores, em preto e branco – algo que demonstrava o sentimento de repúdio do artista ao bombardeio. Claramente em estilo cubista, Picasso retrata pessoas, animais e edifícios destruídos pelo intenso bombardeio. A composição retrata as figuras ao estilo dos frisos dos templos gregos, através de um enquadramento triangular das mesmas.
Composição
1. Touro: representa a resistência espanhola, por simbolizar a tourada, ícone do país. A sua brutalidade pretende representar Franco, que assiste ao trágico espectáculo com fascínio.
2. A mãe inconsolável: ela grita de dor e olha para o céu, após a chuva de fogo que devastou a cidade. Em seus braços, o seu filho morto. A imagem lembra uma versão cubista da pietà, difundida no Renascimento, em que Maria ampara Jesus morto logo após ser retirado da cruz.
3. Guerreiro até ao fim: mutilado, o homem parece ter sido morto apesar da resistência que demonstra. Num dos seus braços há uma espada partida onde cresce uma flor, símbolo de esperança numa nova vida e honra aos que não desistiram de lutar pela sua pátria e pelos seus valores.
4. Cavalo: figura emblemática do quadro, no qual gera várias interpretações. Pela sua expressão, ele sofre como a mulher, mostrando que a natureza também foi brutalmente afectada pelos bombardeios. O animal, dilacerado por uma lança no dorso, olha na direção do touro, como se fosse o espanhol oprimido fitando o algoz Franco.Também serve como interpretação a angústia do povo. Por cima da cabeça do cavalo, está um candeeiro eléctrico aceso, em forma de sol, que sugere o "olho de deus" que tudo vê.
5. Luz: Uma figura fantasmagórica surge do nada e olha espantada o cavalo. Em seu braço disforme, uma lamparina, típica das casas dos camponeses da época, ilumina suavemente a cena.
6. Via crucis: Outra possível interpretação cristã. A mulher, completamente esgotada, caminha em direção à luz produzida pela lamparina e o candeeiro em formato de olho. A figura feminina lembra o sofrimento de Cristo, com uma enorme e invisível cruz nas costas.
7. Fogo dos céus: A figura à direita do quadro parece estar a ser consumida pelas chamas de um edifício a arder. Esta figura é também frequentemente comparada à figura central de "os fuzilamentos" do 3 de Maio de 1808 de Goya. Existe ainda uma semelhança entre os elementos que levaram a ambos os quadros: os dois foram actos de selvagem brutalidade contra pessoas inocentes.
Períodos
Azul (1901 – 1904)
Rosa (1905 – 1907)
Africano (1908 – 1909)
Cubismo Analítico (1909 – 1912)
Cubismo Sintético (1912 – 1919)
Período Azul
Obras sombrias de tons azul e verde, ocasionalmente usando outras cores. Desenhava prostitutas e mendigos, influenciado por viagens pela Espanha com o seu amigo, Carlos Casagemas. O arlequim tornou-se um símbolo para Picasso.
Período Rosa
Estilo mais alegre de tons rosa e laranja, com muitos arlequins. Muitas das pinturas foram influenciadas por Fernande Olivier.
Período Africano
Figuras inspiradas na África, com especial destaque no quadro Les Demoiselles d'Avignon. As ideias neste período levaram então ao Cubismo.
Cubismo Analítico
Um estilo desenvolvido com Braque, tons de castanho monocromáticas. Usaram objectos e analisaram as suas formas.
Cubismo Sintético
Estilo com fragmentos de papel colados em composições. Marcando assim o primeiro uso da colagem na Arte Plástica.
Conclusão
Para muitos esta obra é a síntese da força e da energia do artista. O acontecimento que inspirou o conhecido quadro foi a própria cidade de Guernica, capital da província Basca, a qual a 26 de Abril de 1937 foi alvo de bombardeamentos por parte de aviões alemães por ordem do General Franco. Dos 7000 habitantes, 1654 foram mortos e 889 feridos. A destruição de Guernica foi a primeira demonstração da técnica de bombardeamentos de saturação, mais tarde empregado na 2ª Guerra Mundial. O Mural constituiu uma visão profética da desgraça.
Para mim, a obra significa mais de que a demonstração de repúdio e revolta do artista sobre o acontecimento, significa a dor e a indignação de um povo perante algo que não conseguiram evitar. Demonstra também uma forma de esperança e de luz, perante um mundo cheio de crueldade mas também de força. Para mim é o antes, o agora e o depois.
Bibliografia
¢ http://www.wikipédia.org/
¢ http://www.uc.pt/iej/alunos/1998-99/guernica/
¢ http://historia.abril.uol.com.br/2006/edicoes/grandesmomentos/mt_228551.shtml#texto
Durante uma revista ao quarto de Picasso, um oficial nazi pergunta, apontando para uma fotografia do mural de Guernica:
A Persistência da Memória, Salvador Dali, 1931